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Relatório

Doações para saúde de países pobres tem estagnação e queda desde 2010

Relatório mostra que de 1990 a 2014 as nações ricas doaram US$ 458 bilhões para programas de saúde em regiões pobres e em desenvolvimento

Doações para saúde de países pobres tem estagnação e queda desde 2010
Quase 60% das doações foram direcionados para programas de saúde infantil, saúde das mães e doenças infecciosas (Reprodução/Wikipedia)

Apesar de atingirem quase meio trilhão de dólares desde 1990, as doações de nações ricas para programas de saúde nos países pobres e em desenvolvimento passaram por estagnação e queda nos últimos cinco anos. O levantamento que abrange o período de 1990 a 2014 é do relatório “Financing Global Health 2014”, publicado nesta terça-feira, 16, no jornal científico Jama, editado pela Associação Médica Americana.

De acordo com o relatório, as doações internacionais já apresentavam crescimento desde o fim do século XX, mas aumentaram principalmente depois de 2000, quando a ONU estabeleceu as Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDM). O relatório é o sexto do tipo realizado pelo Instituto de Métricas de Avaliação em Saúde.

O investimento em saúde global ficou estagnado depois do rápido crescimento na primeira década que as MDM estiveram em vigor. Se o ritmo de crescimento tivesse sido mantido, as nações ricas teriam investido mais US$ 38,4 bilhões em ajuda humanitária nos últimos quatro anos. Entre 2013 e 2014, as doações tiveram queda de 1,6%.

Entre 1990 e 2014, as doações, que somam US$ 458 bilhões, foram feitas por países ricos através de seus governos ou instituições filantrópicas. O governo dos EUA foi o maior doador, atingindo US$ 143,1 bilhões, ou 31,2% do total de investimentos. Em seguida, aparecem instituições filantrópicas privadas e o governo do Reino Unido, com US$ 32,6 bilhões.

Do total de doações, quase 60% dos investimentos foram direcionados para programas de saúde infantil, saúde das mães e doenças infecciosas, que são áreas relativas a três das oito MDM relacionadas a questões de saúde.

A África Subsaariana, que concentra alguns dos países mais pobres do mundo, foi a região que recebeu mais doações no período de 2000 a 2012, com US$ 80,6 bilhões. Na sequência aparecem a América Latina e Caribe (US$ 22 bilhões), Sul da Ásia (US$ 21,4 bilhões) e Leste da Ásia e Pacífico (US$ 19,6 bilhões).

Fontes:
O Globo-Doações de nações ricas para saúde de países pobres tem estagnação e queda desde 2010

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