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Dois novos livros analisam o Tibete

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"Memórias da Vida em Lhasa Sob o Domínio Chinês", de Tubten Khetsun, e "O Caminho Aberto: A Viagem Global do Décimo Quarto Dalai Lama", de Pico Iyer, falam sobre o passado turbulento do Tibete e seu futuro incerto.

O primeiro começa com a revolta de 1959 em Lhasa. O autor, então com 18 anos, trabalhava para o governo quando a rebelião começou. Ele estava no palácio de verão do Dalai Lama quando o governo chinês bombardeou o lugar — o líder espiritual já havia deixado o país. Khetsun foi declarado inimigo e condenado a cinco anos de prisão. Teve seus bens confiscados e foi submetido a trabalho escravo e doutrinação política. O livro descreve horrores da ocupação chinesa, como os períodos de fome impostos pelo regime de Mao Tse Tung a prisioneiros tibetanos.

Já o livro de Pico Iyer é diferente. É fruto da experiência de um jornalista indiano que cresceu na Grã-Bretanha e na Califórnia e foi educado em Oxford. O trabalho é fruto também de quase 30 anos de visitas anuais a Dharamsala, na Índia, local onde se encontra o governo tibetano no exílio. Ainda que não seja uma biografia do 14° Dalai Lama, "O Caminho Aberto" revela mais do que qualquer estudo formal sobre o assunto.

Fontes:
Economist - Two unusual new books analyse Tibet's turbulent past and its uncertain future

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1 Opinião

  1. Dorival Silva disse:

    A invasão do Tibete pela China, e a sistemática destruição de uma cultura milenar, são um grande crime. A mídia se cala porque é dominada pela esquerda.

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