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Dois relatos de abuso sexual infantil envergonham a Grã-Bretanha

Dois casos de pedofilia mostram a dificuldade de controlar crimes sexuais no país

Dois relatos de abuso sexual infantil envergonham a Grã-Bretanha
Membros do conselho municipal de Rotherham negaram a existência dos casos de abuso infantil (Foto: Reprodução/Reuters)

Qualquer pessoa poderia pensar que a Grã-Bretanha é um país de pedófilos. Um inquérito sobre abuso sexual infantil termina e outro começa.

Em 4 de fevereiro um relatório sobre constantes abusos de crianças em Rotherham, uma cidade de Yorkshire, resultou na demissão do governo local e no controle do conselho municipal pelo governo central em Londres. No mesmo dia o governo federal reabriu um inquérito de um suposto abuso infantil em Westminster. Essas alegações eram históricas e remontavam à década de 1970. No entanto, os dois casos de pedofilia mostraram a dificuldade de controlar os crimes sexuais e o sistema governante britânico.

O relatório dos acontecimentos em Rotherham, escrito por Louise Casey, uma funcionária do Departamento de Assuntos Comunitários, confirmou a maioria das revelações assustadoras de um relatório anterior de Alexis Jay, um ex-assistente social. O relatório mencionou que entre 1997 e 2013, 1.400 crianças sofreram abuso sexual em Rotherham, a maioria praticada por paquistaneses. Crianças de apenas 11 anos foram sequestradas,violentadas e levadas para outras cidades; muitas eram originárias de lares desfeitos e estavam sob os cuidados do conselho municipal na época.

Os investigadores de Louise Casey reexaminaram 7 mil documentos e interrogaram mais de 200 pessoas, entre as quais funcionários atuais e antigos do conselho, as vítimas e os pais. O relatório cita seu choque ao saber que, embora muitos detalhes dos abusos sexuais fossem “fatos incontestáveis”, os membros do conselho municipal de Rotherham “negaram a existência do problema, ou na hipótese de ter acontecido, não fora tão sério como mencionado”.

Porém relatos de abuso sexual infantil não se limitaram a uma cidade do norte do país. Um outro inquérito do governo foi reaberto em julho de 2014 depois que  denúncias de casos de pedofilia nos anos de 1980 em Westminster foram  divulgados na mídia. A polícia de Londres está investigando relatos de festas realizadas em uma casa no sudoeste de Londres, nas quais membros do Parlamento e do governo abusaram sexualmente de crianças. Esses relatos ganharam credibilidade em parte por causa dos boatos a respeito dos abusos sexuais de Jimmy Savile, uma personalidade famosa da televisão britânica que morreu em 2011. As acusações contra Savile eram verdadeiras, apesar de serem ainda mais graves do que foi revelado.

Fontes:
The Economist - Save the children

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1 Opinião

  1. Adam disse:

    Quem redigiu tomou o cuidado de não mencionar que o maior escândalo foi o fato de que, pelo fato de a maioria dos estupradores, ou quase todos terem sido de origem paquistanesa e não brancos, vários conselheiros foram obrigados a se calar por seus superiores com temor de que a menção ao fato de se tratar de gangs asiáticas de paquistaneses, pudessem levantar tensões raciais e que por isso mesmo, os abusos se estenderam por quase duas décadas devido ao silêncio do politicamente-“correto”. A maior vergonha foi superiores ameaçando os conselheiros que queriam denunciar e os enviando para “tratamento para aumentar a sensibilidade à igualdade racial e assuntos étnicos”! Ingleses brancos preocupados mais em defender os estupradores de pele escura do que suas próprias filhas, vítimas. Que doentia e perturbadora inversão de valores. Que será que aconteceu com a Europa e o que acontece com os redatores aqui que não registram esses fatos?

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