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‘Drogas da inteligência’ viram moda entre jovens

Estudantes utilizam remédios psicoestimulantes sem ter necessidade terapêutica para estudar por várias horas sem perder o foco

‘Drogas da inteligência’ viram moda entre jovens
Consumo de psicoestimulantes por estudantes é cada vez mais comum (Fonte: Reprodução/Shutterstock)

Um número cada vez maior de jovens saudáveis vem aderindo a uma nova moda em universidades, cursinhos e escritórios: o consumo de remédios psicoestimulantes sem ter necessidade terapêutica para estudar por várias horas sem perder o foco.

Conhecidas como “drogas da inteligência”, ou “smart drugs”, as pílulas utilizadas pelos jovens são para tratar transtorno de déficit de atenção, narcolepsia e até mal de Alzheimer.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, um médico de 28 anos disse que começou a tomar ritalina, um medicamento para tratar transtorno de déficit de atenção, para se manter concentrado e acordado.

Alguns especialistas afirmam que as “drogas da inteligência” estão para o mundo acadêmico como os esteroides anabolizantes estão para o mundo esportivo. Em ambos os casos, apesar de poder haver ganho de resultado, há também risco de efeitos colaterais.

Há ainda um dilema ético. Alguns médicos acreditam que aqueles que utilizam psicoestimulantes antes de uma prova, como um concurso público, teria vantagem sobre os demais. Há até mesmo quem fale em “doping” e “concorrência desleal”.

O Brasil ainda não tem dados sobre o uso das “drogas da inteligência”. Sabe-se, no entanto, que a venda de psicoestimulantes aumentou 25% nos últimos cinco anos.

Estudantes norte-americanos e profissionais de Wall Street são apontados como os pioneiros desta nova moda.

Vince Cakic, da Universidade de Sidney, afirmou em um artigo publicado no Journal of Medical Ethics que, no futuro, pode ser que estudantes tenham que se submeter a exames de urina.

Ainda não há estudos conclusivos sobre a eficácia das “smart drugs”. Especialistas alertam, no entanto, para os efeitos negativos após o uso prolongado destes medicamentos, que podem levar à dependência física e psíquica.

Fontes:
Folha de S.Paulo - Jovens saudáveis usam remédios psiquiátricos para ir melhor em provas

1 Opinião

  1. Beraldo Dabés Filho disse:

    O Aécio Neves adora…

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