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INTERVENÇÃO MILITAR

É dever dos EUA policiar o Oriente Médio?

Os Estados Unidos estão cansados de intervir no Oriente Médio. Mas talvez não seja ainda o momento de os americanos se afastarem do cenário político do mundo árabe

É dever dos EUA policiar o Oriente Médio?
A retirada das tropas americanas do país em dezembro de 2011 agora parece ter sido uma decisão precipitada (Foto: Wikipedia)

Os árabes têm o hábito de preservar as lembranças de sua história, enquanto os americanos pouco se lembram dos fatos passados. A guerra no Líbano foi uma advertência sobre os perigos da intervenção militar em busca de uma missão grandiosa no Oriente Médio. Quando George W. Bush invadiu o Iraque em 2003, com a firme ideia de que a deposição de Saddam Hussein diminuiria a ameaça de atentados terroristas no mundo e que a difusão da democracia solucionaria os problemas do Oriente Médio, ele não deu a devida atenção às lições dos erros graves cometidos pelos Estados Unidos na guerra no Líbano em 1982.

Os EUA enviaram tropas a Beirute à frente de uma força internacional para supervisionar a retirada das milícias palestinas depois da invasão de Israel, em 1982. Pouco restou da passagem traumática dos EUA por Beirute. As ruínas do edifício da embaixada americana foram substituídas por um prédio de apartamentos de luxo. E a base militar dos fuzileiros navais hoje é um estacionamento.

No governo de Barack Obama, eleito com a promessa de encerrar a guerra no Iraque, a retirada das tropas americanas do país em dezembro de 2011 agora parece ter sido uma decisão precipitada. A relutância de Obama em se envolver em outra guerra na Síria é compreensível. “Não agir de maneira estúpida” é o seu mantra atual. Mas a Síria também mostra os perigos da não intervenção externa.

Obama resistiu à pressão de usar a força do Exército dos EUA contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, mesmo depois de Assad ter cruzado a “linha vermelha” de Obama em 2013 ao usar armas químicas. Só quando os jihadistas do Estado Islâmico (EI) ocuparam a região leste da Síria e invadiram o Iraque em 2014, Obama sentiu-se obrigado a enviar tropas americanas para o Iraque.

As negociações para a assinatura do acordo nuclear com o Irã têm sido a prioridade de Obama no Oriente Médio. Agora, os aliados dos EUA esperam que o novo presidente que será eleito em novembro assuma um papel mais ativo na região. No entanto, as opções de uma intervenção militar reduziram-se devido às operações terrestres e os bombardeios aéreos das forças armadas da Rússia na Síria.

Fontes:
The Economist-From Beirut to Baghdad

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