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Livros eletrônicos

E se o seu leitor eletrônico apagasse sua biblioteca?

Editoras virtuais como a Amazon podem apagar a memória do seu e-reader, como já fizeram em diversos casos

E se o seu leitor eletrônico apagasse sua biblioteca?
Livros eletrônicos podem ter suas memórias apagadas pela Amazon (Repordução/Internet)

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Todo mundo conhece a sensação de perder um livro querido, mas perder uma biblioteca inteira é completamente diferente. Martin Bekkelund, um escritor noruegûes especializado em tecnologias, recentemente postou em  um blog o relato a respeito de uma mulher cujo leitor eletrônico teve a memória apagada pela Amazon porque a loja virtual alegou que sua conta estava vinculada a uma conta que havia sido bloqueada. Os seus livros não podiam ser lidos e nenhum reembolso foi oferecido.

Apesar de a biblioteca da mulher em questão ter sido recuperada, já aconteceram muitos outros incidentes semelhantes. Em 2009, um problema de direitos autorais fez com que a Amazon apagasse remotamente cópias de “A Revolução dos Bichos” e “1984”, dois livros escritos por George Orwell, de milhares de Kindles (o que prova, mais uma vez, que a realidade frequentemente supera a ficção). Dessa vez a empresa ofereceu um reembolso e seu fundador, Jeff Bezos, pediu desculpa a seus clientes.

É surpreendente o fato de algo assim ser possível. Afinal, uma livraria de rua não removeria espontaneamente partes de um livro que se encontrassem na casa e um cliente, independente das infrações de direito autoral cometidas. Mas, diferentemente dos livros de papel, os consumidores não “possuem” de fato os livros que compram. Na verdade, os livros são licenciados para o comprador, que não podem revendê-lo e há restrições ao empréstimo. A transação se assemelha mais a um aluguel do que a uma compra propriamente dita. Ademais, os vendedores de livros eletrônicos têm a capacidade de tomá-los de volta sem aviso algum.

Fontes:
The Economist-http://www.economist.com/blogs/prospero/2012/10/e-book-business

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