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ESCALADA DE VIOLÊNCIA

‘Economist’ culpa Israel e Hamas por violência em Gaza

Revista diz que Israel deve responder pelas mortes na fronteira com a Faixa de Gaza, mas destaca que o Hamas também tem culpa no episódio

‘Economist’ culpa Israel e Hamas por violência em Gaza
Revista diz que muitas mãos são culpadas pela situação atual (Foto: Twiiter/Tom Namako)

A escalada de violência na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, que resultou em mais de 100 palestinos mortos e cerca de 2 mil feridos gerou uma onda de críticas da comunidade internacional em relação à postura de Israel.

Nesta semana, a revista Economist engrossou o coro de críticas em um artigo de capa sobre o assunto. Intitulado “Israel deve responder pelas mortes em Gaza”, o artigo condena a atuação das tropas israelenses e a reação de outros países em relação ao episódio, que classificou como o mais sangrento desde 2014, mas também destaca a culpa do Hamas no embate.

“Muitos países denunciaram Israel; poucos convocaram seus embaixadores. Alguns acusaram o país de crimes de guerra. Outros culparam o presidente Donald Trump por gerar os embates ao transferir sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém”, diz o artigo.

O texto afirma que cada Estado tem o direito de se defender, mas destaca que o alto número de mortes indica o uso excessivo da força por parte do exército de Israel. O artigo lembra que, a princípio, as forças israelenses usavam armas não letais contra os manifestantes, mas posteriormente enviaram franco-atiradores para conter militantes do Hamas que tentavam violar a cerca que isola Gaza.

“A barreira entre Gaza e Israel não é uma fronteira comum. Gaza é uma prisão, não um Estado. Com 365 km² e lar de 2 milhões de pessoas, é um dos lugares mais populosos e miseráveis do planeta. É escasso em medicamentos, energia e outros bens essenciais. A água não é potável, esgoto não tratado é lançado ao mar. Gaza tem a maior taxa de desemprego do mundo, com 44%. […] Muitas mãos são culpadas por essa tragédia. Israel insiste que a faixa não é problema seu, tendo retirado suas forças de lá em 2005. Mas o país ainda controla Gaza por terra, mar e ar. Qualquer palestino, mesmo um fazendeiro, que chegue a 300 metros da cerca é passível de ser alvejado. Israel restringe os bens que entram [em Gaza]. Apenas um pequeno número de palestinos é autorizado a sair para tratamento médico”, diz a revista, lembrando que o Egito também contribui para a miséria ao manter sua fronteira com Gaza fechada.

O texto, então, cita que o Hamas também tem grande responsabilidade. “[O Hamas] Destruiu os acordos de paz de Oslo com sua campanha de atentados suicidas à bomba nas décadas de 1990 e 2000. Após expulsar os israelenses de Gaza, venceu uma eleição geral local em 2006 e, após uma rápida guerra civil, expulsou o [partido palestino] Fatah da faixa em 2007. Desde então governou mal Gaza, provando ser corrupto, opressor e incompetente. Mantém suas armas em instalações civis, incluindo mesquitas e escolas, fazendo delas alvos. Cimentos que poderiam ser usados em reconstruções foram desviados para construir túneis para atacar Israel. O Hamas admitiu que não está preparado para governar quando concordou em ceder muitas de suas tarefas à Autoridade Nacional Palestina no ano passado, como parte de um acordo de reconciliação com o Fatah. Mas o pacto entrou em colapso porque o Hamas não está preparado para abandonar suas armas”, diz o texto.

O artigo finaliza afirmando que se o Hamas concordasse em abandonar as armas, abriria caminho para uma reaproximação com o Fatah e “se aceitasse o direito de Israel de existir, iria expor a atual relutância de Israel em permitir um Estado palestino”.

“Se os palestinos marchassem pacificamente, sem armas e explosivos, eles elevariam sua moral. Em suma, se os palestinos querem que Israel pare de estrangulá-los, devem primeiro convencer os israelenses de que é seguro liberá-los”, finaliza o artigo.

Fontes:
The Economist-Israel must answer for the deaths in Gaza

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2 Opiniões

  1. Salim Ibrahim disse:

    A imprensa tendenciosa entende muito bem o que acontece no Oriente Médio, no entanto prefere acusar os judeus de assassinos porque lhes da audiencia e faturam alto em cima. A revista Economist nao foje a regra, apesar de tentar amenizar a parcialidade pro palestina no corpo da materia, engrossou o coro de críticas na manchete tendenciosa do artigo, Intitulando “Israel deve responder pelas mortes em Gaza”. E preciso fazer o mundo entender que a disputa pelo territorio e apenas um pretexto, pois este conflito e patrocinado por teocracias arabes Islamicas atraves de um Hamas de terroristas palestinos radicais, fanatizados pela cultura do odio aos judeus e aos infieis, a promover a Jihad e a morte em nome de Allah.

  2. Jayme endebo disse:

    Economist é midia esquerdista se comportando como judiciario internacional. Patetico

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