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Eleições americanas

‘Economist’ fala sobre a ameaça de Trump chegar à Casa Branca

Revista faz duras críticas à possibilidade de Donald Trump ser o candidato republicano à presidência americana

‘Economist’ fala sobre a ameaça de Trump chegar à Casa Branca
Certamente, ninguém poderia querer dedos deste empresário errático em qualquer lugar perto do botão nuclear (Foto: Flick/Mike Licht)

Quando Donald Trump anunciou pela primeira vez que estava concorrendo à presidência americana, teve a declaração vista como uma brincadeira. Um empresário com muita experiência em reality shows não tem competência para o cargo. Certamente, ninguém poderia querer os dedos deste empresário errático perto do botão nuclear. Mas ele, agora, lidera as pesquisas para ser o candidato republicano à presidência.

Segundo a revista Economist, vale a pena escrever por que isso seria uma coisa terrível. Felizmente, as palavras do próprio Donald fornecem um guia útil. Sobre o aborto, ele já defendeu as duas opiniões contrárias. “Eu sou muito pró-escolha” e “Eu sou pró-vida”. Sobre as armas, ele disse: “Olha, não há nada que eu goste mais do que ninguém as tê-las” e “Eu apoio totalmente e apoio a Segunda Emenda” (que garante o direito de portar armas).

Em uma questão doméstica ele demarcou uma posição clara e corajosa. Infelizmente, ela é odiosa. Ele quer construir um muro na fronteira dos EUA com o México e, de alguma forma, fazer com que o México pague por isso. Ele iria deportar todos os 11 milhões de imigrantes atualmente considerados ilegais nos EUA. O que, segundo estimativa, iria custar US$ 285 bilhões ao país. Ele argumenta que isso é necessário, porque os imigrantes ilegais mexicanos estão “trazendo drogas, crime e são estupradores”. Além disso, ele também quer expulsar os filhos de mexicanos que nasceram em solo americano e, portanto, são cidadãos americanos. O fato de isso ser ilegal não o incomoda.

Sua abordagem em assuntos externos é igualmente bruta. Ele quer esmagar o Estado Islâmico e enviar tropas americanas para “tomar o petróleo”. Ele quer “fazer América grande de novo”, tanto militarmente quanto economicamente, por ser um negociador melhor do que todos os “leigos” que representam o país hoje.

Demagogos em outros países, por vezes, ganham as eleições, e os EUA não estão imunes. Os republicanos devem ouvir atentamente Trump, e votar em outra pessoa.

Fontes:
The Economist-Trump’s America

1 Opinião

  1. Roberto Henry Ebelt disse:

    A revista The Economist não é mais aquela. O que todos nós precisamos (o Brasil especialmente) são líderes que não se dobrem diante da correção política que está destruindo o DNA americano.
    O partido fundado por Lincoln sempre defendeu o verdadeiros interesses dos americanos (e os nossos também, por tabela) e depois de 8 anos de babaquices dos democratas está mais do que na hora dos americanos se penitenciarem de terem reeleito o Obama e desperdiçado a chance de ter Mitt Romney como presidente. Como reeleger um partido que fez um acordo nuclear com um bando de religiosos belicosos como os aiatolás? Não podemos esquecer que o Reagan (republicano) em poucos dias resolveu um problema que o Carter (bonzinho democrata) não conseguiu resolver em mais de um ano no Irã (a crise dos reféns americanos, cativos dos aiatolás).
    Democratas criam problemas (vide Kennedy no episódio da baía dos Porcos) e republicanos resolvem problemas (vide Nixon que acabou com a guerra do Vietnam).

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