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EFEITO DE LÓTUS

Superfície autolimpante imita tecnologia da folha de lótus

Nova pesquisa aponta uma possível solução para criar superfícies que se autorregeneram e se mantêm limpas como as folhas de lótus

Superfície autolimpante imita tecnologia da folha de lótus
Peculiaridade do lótus foi imitada em diversos produtos feitos pelo homem (Foto: Pixabay)

A característica especial das folhas de lótus de repelirem água é lendária. As folhas de lótus são cobertas por minúsculos nódulos de cera que impedem a penetração das moléculas de água. Assim, as gotas de água transformam-se em contas prateadas que, ao escorrerem, limpam a superfície da folha.

Essa peculiaridade do lótus foi imitada em diversos produtos feitos pelo homem, mas sem sucesso porque se danificavam com facilidade por abrasão e não se autorregeneravam. Porém, a experiência de Jürgen Rühe da Universidade de Freiburg, na Alemanha, descrita na revista científica Langmuir pode solucionar esse problema.

Rühe examinou outro fenômeno da natureza em sua pesquisa. No processo evolutivo de um lagarto suas escamas são substituídas por novas, que crescem por baixo das antigas. Rühe, então, pensou em criar materiais sintéticos com a superfície semelhante à das folhas do lótus, que seriam substituídos, como as escamas de um lagarto, por novos materiais em um processo de autorrenovação natural.

Esses materiais sintéticos chamam-se “nanogramas”, porque se assemelham a gramados quando examinados por um microscópio eletrônico. Nos nanogramas de Rühe as lâminas que repeliam a água prendiam-se a folhas finas de silicone. A ideia seria substituir automaticamente essas lâminas assim que se deteriorassem.

A fim de testar a ideia, Rühe colou as camadas de lâminas com um polímero especial solúvel em água. Quando a camada superior se danificasse a água começaria a escorrer, o polímero se dissolveria e essa camada seria substituída por lâminas intactas, como comprovado quando um corte de um bisturi expôs a camada superior ao contato da água. Em caráter experimental as camadas de lâminas deterioradas chegam a um limite de renovação. Mas em escala industrial talvez seja possível criar superfícies que se autorregeneram e se mantêm limpas.

Fontes:
The Economist-A self-repairing surface that stays clean and dry

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1 Opinião

  1. laercio disse:

    Estudo, pesquisa, isto é tudo!
    Para o Brasil não ficar refém de estrangeiros devemos trabalhar no sentido de recuperar parte da “safra” de jovens que perdemos; entretanto, sem estudo não temos soberania!
    Vejam o absurdo: um diretor da Ford liga para dois governadores e cita que pode mudar suas fábricas para outros estados!
    Isso prova que nossa soberania já era!
    Está no momento de mudar todo o país!
    Começamos a mudança divulgando esses pequenos relatos nas redes sociais para qua as pessoas conhecem entender o mundo que as circundam, assim, água mãos poucos os cidadãos vão filtrando as notícias de firma a excluir os produtos que são imundos mas propagados pela mídia.

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