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Eleição nos EUA pode mudar a relação bilateral com o Brasil

As primárias em Iowa, que acontecem nesta quinta, dão início à sucessão presidencial dos Estados Unidos e podem influenciar a futura relação entre o país e o Brasil. Em busca de votos em um estado basicamente agrícola e produtor de etanol, os pré-candidatos fizeram promessas protecionistas com relação a subsídios agrícolas.

O diretor do Instituto de Estudos da América Latina da Universidade Columbia, Albert Fishlow, explica, em entrevista ao site G1, que os republicanos têm naturalmente um discurso mais protecionista e que os democratas deixam de ser um contraponto para se fortalecerem conquistando o apoio dos sindicatos trabalhistas destas regiões agrícolas.

"Quando chegam em Iowa, muitos pré-candidatos assumem posições nas quais sequer acreditam. A senadora democrata Hillary Clinton, por exemplo, se não tivesse que passar por Iowa, teria posições públicas bem mais simpáticas de apoio ao etanol brasileiro, bem como uma liberalização da compra do etanol nos EUA", disse Fishlow.

Segundo Paulo Sotero, diretor do Instituto Brasil do Centro Internacional de Acadêmicos Woodrow Wilson, a política norte-americana poderia ser diferente, caso outro estado iniciasse o processo eleitoral. "Se as primárias começassem na Califórnia, que é o maior colégio eleitoral dos EUA, teríamos um quadro oposto, e todos estariam fazendo barulho em favor de uma maior abertura do país para biocombustíveis e até mesmo a taxação para combustíveis fosseis", afirmou Sotero.

Fontes:
G1 - Eleição nos EUA influi na relação com o Brasil, dizem especialistas

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