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Israel vs. Irã

Eleições dos EUA abrandam discurso de Israel

Pode ser que Israel seja convencida a recuar a qualquer custo, por ora

Eleições dos EUA abrandam discurso de Israel
Binyamin Netanyahu deu sinais de que decidirá ações sobre irã após as eleições dos EUA (Reprodução/Internet)

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Binyamin Netanyahu, o primeiro ministro de Israel, parece ter assinalado que irá esperar até depois da eleição presidencial norte-americana para decidir atacar as instalações nucleares iranianas. Ele deixou claro que, em contrapartida, espera que Barack Obama endureça as negociações com o Irã, declarando algo próximo a um ultimato à República Islâmica que estipule que, caso o país se recuse a interromper o seu programa nuclear e a permitir o monitoramento completo, os EUA em si tomarão medidas militares.

As especulações estavam ganhando força a respeito de que Netanyahu via o período pré-eleitoral americano como a melhor época para o ataque, apesar do desencorajamento óbvio de Obama, com base em que nenhum candidato poderia condenar, muito menos abandonar, Israel. Mitt Romney, o candidato republicano, acusou Obama de fraqueza perante o Irã e de “pôr em risco as relações com aliados como Israel”. Se Israel atacasse o Irã, conservadores de ambos os lados do Atlântico gostariam que os EUA se envolvessem militarmente, voltando o seu arsenal, muito mais poderoso do que o de Israel, contra as usinas nucleares iranianas. As especulações estratégicas assustaram muitos israelenses. Por trás de uma fachada ensolarada de relaxamento, milhares de pessoas se enfileiraram ansiosamente em pontos de distribuição militares para aprimorar suas máscaras de gás.

O aparente recuo de Netanyahu fez com que os formuladores de políticas públicas em Jerusalém se dessem conta de que a belicosidade de seu primeiro ministro havia se enredado por demais em uma eleição americana queestá prestes a acontecer. A posição aparentemente menos hostil do primeiro ministro parece ter sido coordenada com a Casa Branca. Em 2 de setembro eledisse a seu gabinete que “a comunidade internacional não está estabelecendo um limite claro para o Irã”. Até que o mesmo esteja claro para a República Islâmica, acrescentou, “o país não vai interromper o seu projeto nuclear”.

No dia seguinte o New York Times noticiou que a presidência “estava discutindo a respeito do que novas declarações do presidente Obama poderiam esclarecer a respeito do que poderia instar uma ação militar americana”. Em 4 de setembro, soando mais conciliatório, Netanyahu afirmou que “quando mais claro o limite, menor a probabilidade de ocorrência de um conflito”.

Tais medidas foram saudadas nos EUA como tentativas de evitar um ataque por meio de uma pressão ainda mais forte sobre os iranianos para que eles abandonem suas ambições nucleares. Porém, o mais recente relatório trimestral da Agência de Energia Atômica Internacional, o órgão fiscalizador da ONU, afirmou que o Irã havia aumentado sensivelmente tanto seu estoque de urânio de alto nível como sua capacidade de enriquecer o minério.

Fontes:
The Economist-Holding his horses for the moment

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1 Opinião

  1. Carlos Neves disse:

    Se Binyamin Netanyahu recuar, Israel desapareçe do mapa.

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