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Eleições legislativas fortalecem partido de Uribe na Colômbia

Ex-presidente Álvaro Uribe, que atualmente é senador, foi o mais votado no pleito legislativo do último domingo, 11

Eleições legislativas fortalecem partido de Uribe na Colômbia
Discípulo de Uribe é um dos principais nomes para as eleições presidenciais da Colômbia (Foto: AP)

O partido do ex-presidente Álvaro Uribe, o Centro Democrático, se tornou a principal força no Congresso Nacional da Colômbia após os resultados das eleições do último domingo, 11. Atual senador, Uribe, recebeu um número recorde de votos, tendo o apoio de mais de 866 mil colombianos, sendo o senador mais votado.

Além do pleito legislativo, também ocorreu no domingo as eleições primárias da Colômbia, que definem os candidatos à presidência. O pleito presidencial está previsto para o dia 27 de maio. Dessa forma, os partidos de direita e esquerda já definiram previamente quais são seus principais nomes para as eleições presidenciais.

O senador e pré-candidato à presidência Iván Duque, discípulo de Uribe, superou a conservadora Marta Lucía Ramírez, com 67,71% dos votos. A dupla deverá formar os candidatos à presidência e vice-presidência, respectivamente, do partido de Uribe.

Já entre os políticos de esquerda, aquele que recebeu maior apoio foi o ex-guerrilheiro e ex-prefeito de Bogotá – capital da Colômbia -, Gustavo Petro, do Movimento 19 de Abril (M-19), que obteve mais de 2,3 milhões de votos.

Eleições legislativas

O partido de Álvaro Uribe, que é uma das principais oposições ao acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), foi o partido mais votado para o Senado, com cerca de 2,5 milhões de votos, e o segundo com maior apoio para a Câmara dos Deputados, com 2,35 milhões de votos. Na Câmara, o Partido Liberal obteve o maior número de votos, recebendo o apoio de 2,42 milhões de colombianos.

Dessa forma, o Centro Democrático ficou com 19 assentos no Senado e 32 cadeiras na Câmara Baixa. Apesar da melhora no desempenho entre os deputados do partido, que subiram de 19 representantes para 32, a legenda teve uma votação abaixo do esperado no Senado, perdendo um assento, mas ainda sendo o partido com maior número de representantes na Câmara Alta. O objetivo dos uribistas era manter o número atual de representantes ou aumentar sua base para 24 senadores.

Por outro lado, o partido do presidente Juan Manuel Santos, o Partido Social de Unidade Nacional (De la U), teve um péssimo desempenho, vendo sua representação no Senado diminuir de 21 para 14 representantes, enquanto na Câmara dos Deputados o número foi reduzido de 37 para 25 assentos.

A FARC, que atualmente significa Força Alternativa Revolucionária do Comum, teve um fraco desempenho, recebendo o apoio de menos de 1% da população. No Senado, obtiveram o apoio de apenas 52.112 colombianos, enquanto na Câmara 32.429 pessoas votaram no partido. Mesmo assim, graças ao acordo de paz, a FARC terá a representação de cinco senadores e cinco deputados pelos próximos oito anos.

Problemas nas eleições

Ao longo do último domingo, as eleições colombianas enfrentaram problemas. Além dos atos de violência ainda durante a campanha eleitoral dos partidos nas últimas semanas, o pleito legislativo contou com a falta de cédulas durante as votações. Dessa forma, o governo autorizou o uso de fotocópias para que as eleições pudessem prosseguir.

A ausência de cédulas fez crescer as denúncias de falta de transparência no pleito. No entanto, de acordo com o titular do Registro Nacional do Estado Civil (RNEC), Juan Carlos Galindo, foram impressos 30 milhões de cartões de consulta. “Claramente houve um problema de distribuição dos cartões eleitorais”, apontou o ministro do Interior, Guillermo Rivera.

Fontes:
DW-Partido de Uribe consolida liderança na Colômbia
RTP-Álvaro Uribe eleito na Colômbia com recorde de mais de 864 mil votos
G1-Iván Duque e Gustavo Petro são escolhidos candidatos presidenciais na Colômbia

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