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ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Eleitores indecisos vão definir presidente dos EUA

Um número excepcional de eleitores indecisos irá escolher o novo presidente americano

Eleitores indecisos vão definir presidente dos EUA
(Fonte: Reprodução/

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Em 26 de setembro, dois candidatos à presidência dos EUA fizeram o primeiro debate ao vivo na televisão, que alcançou um dos maiores níveis de audiência na história política americana. A candidata do Partido Democrata, a ex-primeira-dama Hillary Clinton, é uma política experiente que ocupou os cargos de senadora e secretária de Estado. Donald Trump, o candidato republicano, nunca foi eleito para um cargo político e era até 2015 o apresentador do programa “Celebrity Apprentice”. No entanto, o perfil dos dois candidatos não é o aspecto mais notável nessa eleição presidencial. O que é mais extraordinário é a situação de empate técnico dos candidatos nessa etapa da corrida presidencial.

Após a Convenção Nacional do Partido Democrata no final de julho, os mercados de apostas davam a Donald Trump apenas 20% de chance de ser eleito o 45º presidente dos EUA. Suas agressões aos pais de um soldado morto no Iraque ultrapassaram o limite do aceitável. Nas semanas seguintes o tom de seus discursos continuou agressivo e o público acostumou-se com suas fanfarronices. Quando disse que Vladimir Putin era um líder brilhante e talentoso (“Se Putin diz coisas elogiosas a meu respeito, eu também o elogio”), e sugeriu que os guarda-costas de Hillary Clinton deveriam andar desarmados, “vamos ver o que acontece com ela”, acrescentou, muitos eleitores mostraram indiferença. Em seguida, Hillary Clinton precisou se ausentar por um curto período de tempo da campanha para tratamento de uma pneumonia. Por fim, as bombas em Nova York e New Jersey ajudaram a fortalecer os argumentos de Trump de proibir a entrada de imigrantes de países com um histórico de terrorismo no país e que os EUA deveriam fazer uma avaliação do perfil racial dos muçulmanos.

Apesar do empate técnico das pesquisas nacionais, as pesquisas de intenção de votos nos estados surpreenderam os analistas. Hillary Clinton é a favorita e Trump ainda precisa atingir um percentual bem acima de 40% em uma pesquisa nacional. Mas isso não significa entusiasmo em relação à candidata democrata, que reconhece sua falta de empatia com o público em campanhas eleitorais e tem sido alvo de inúmeras perguntas duras a respeito de sua confiabilidade. Uma proporção elevada de eleitores rejeita ambos os candidatos em um nível só visto na eleição de 1992, quando Ross Perot concorreu às eleições por um terceiro partido independente e ganhou 19% dos votos.

Para os que temem os recentes progressos de Trump nas pesquisas, inclusive os republicanos tradicionais, o primeiro debate pode ser uma boa oportunidade para Hillary Clinton conquistar os eleitores indecisos. Mas talvez seja um pensamento ilusório de fatos que se desejariam que fossem realidade. Ao longo da campanha os dois candidatos foram julgados por padrões diferentes. Como um político experiente, Clinton teve um bom desempenho, enquanto Trump demonstrou impaciência e despreparo. Entrevistá-lo é tão difícil como agarrar um peixe em um rio caudaloso apenas com as mãos. Participar de um debate com ele não deve ter sido muito mais fácil.

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1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    A Hilária é um arremedo de dilma e o Trump talvez não ganhe por exagerar no papel de palhaço.

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