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CRISE DOS REFUGIADOS

Em três dias, 700 refugiados morrem no Mediterrâneo

A informação é do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados

Em três dias, 700 refugiados morrem no Mediterrâneo
Os traficantes da Líbia mandam os refugiados em barcos superlotados e sem quaisquer condições (Foto: Marina Militare)

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Na última semana, a crise dos refugiados ganhou novamente as manchetes dos jornais e as notícias não são boas. Segundo o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, três barcos que levavam refugiados da Líbia para a Itália afundaram em três dias. A estimativa é que ao menos 700 pessoas tenham morrido afogadas no Mar Mediterrâneo.

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Enquanto, o verão chega ao Mediterrâneo, atraindo turistas de todo o mundo por conta de seu clima agradável e águas tranquilas, o tráfico humano continua alto e cada vez mais mortal.

Por conta do fechamento da rota pela Grécia, a rota entre a Líbia e a Itália tornou-se a principal alternativa para os refugiados, apesar de este trajeto ser bem mais perigoso. Os traficantes da Líbia mandam os refugiados em barcos superlotados e sem quaisquer condições. Desta forma, as mortes por afogamento são inevitáveis, mesmo com a Guarda Costeira italiana e com barcos da marinha tentando minimizar o caos. No ano passado, mais de 3700 migrantes morreram no Mediterrâneo.

O número de afogamentos revela a falta de solução para a crise dos refugiados. A maioria dos migrantes que tentam chegar à Itália vem de nações da África subsaariana como Eritreia, Gâmbia, Gana e Nigéria. O norte da África é uma região instável desde a queda do ditador líbio Muammar Kadhafi em 2011.

Fontes:
The New York Times-Three Days, 700 Deaths on Mediterranean as Migrant Crisis Flares
G1-ONU estima 700 mortes de migrantes em três naufrágios nesta semana

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