Início » Economia » Empreendedoras árabes: escolhas heterodoxas
Empresas de tecnologia

Empreendedoras árabes: escolhas heterodoxas

O Oriente Médio vence o Ocidente em termos de fundadoras de empresas de tecnologia

Empreendedoras árabes: escolhas heterodoxas
Apenas 10% dos empreendedores de internet do mundo são mulheres (Fonte: Reprodução/Thinkstock)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Apenas 10% dos empreendedores de internet do mundo são mulheres, de acordo com a Startup Compass, uma consultoria. Salvo por Amman e outras cidades do Oriente Médio. Lá, a parcela de empreendedoras chega a 35% — uma estimativa que parece ser confirmada pela proporção dos gêneros na “Mix’n Mentor”, um simpósio recente na capital da Jordânia organizada pela Wamda, uma revisa on-line voltada para start-ups.

Há diversas razões, e nem todas são positivas, afirma Nina Curley, editora da Wamda. Embora mais da metade daqueles que se graduam em universidades em muitos países do Oriente Médio (51% na Jordânia) sejam mulheres, a força de trabalho é dominada por homens (as mulheres representam apenas 21% na região como um todo, e apenas 16% na
Jordânia). A internet, no entanto, é um novo espaço, mais meritocrático e não tão intensamente masculino. A tecnologia também permite que os empreendedores trabalhem em casa, o que facilita a tarefa de criar filhos.

Ainda assim, ser uma empreendedora no Oriente Médio é difícil, caso uma mesa redonda no evento da Wanda seja representativo. Muitas empresas administradas por empreendedoras lidam com o que é rotulado de questões femininas (casamentos, conselhos para mães e pais, receitas), mas até mesmo em outros tipos de firma, colegas homens concordam que as mulheres os superam em habilidades de gestão.

O número de mulheres empreendedoras no Oriente Médio tende a crescer, inclusive nos lugares menos prováveis.

Texto da revista Economist editado para o Opinião e Notícia
Tradução: Eduardo Sá

Fontes:
The Economist - Arab women entrepreneurs: Untraditional choice

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *