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Empregadores dos EUA apoiam o casamento gay

Muitos empregadores descobriram lidar com leis discriminatórias é muito trabalhoso em termos administrativo

Empregadores dos EUA apoiam o casamento gay
Suprema Corte americana julgará em 27 de março se refuta lei que impede benefícios a casais gays (Reprodução/Internet)

Para a felicidade de ativistas dos direitos dos homossexuais, Barack Obama finalmente aceitou a inclusão de sua luta no panteão das batalhas americanas pelos direitos civis. Muitos empregadores descobriram uma razão mais prosaica para conceder seu apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo: lidar com leis discriminatórias é muito trabalhoso em termos administrativos.

A seção 3 do Ato de Defesa do Casamento (DOMA, na sigla em inglês), ratificado por Bill Clinton em 1996, afirma que, para fins federais, apenas uniões heterossexuais são consideradas casamento. Isso impede o acesso a 1.100 benefícios federais por parte de casais gays, tais como o desconto sobre imposto de herança ou o direito de preencher formulários tributários em conjunto.  Mas dois tribunais de recursos refutaram a seção 3, e em 27 de março o caso chegará à Suprema Corte. Na semana passada, 278 empregadores, entre eles o Deutsche Bank e a Microsoft, assinaram um documento em conjunto exortando os juízes da suprema corte a derrubarem a lei.

O problema é que nove estados (além de Washington, DC) permitem o casamento gay, e outros três reconhecem as casamentos entre homossexuais celebrados em outros lugares. Esse conflito entre leis federais e estaduais cria toda sorte de problemas, tal como sistemas de folha de pagamento distintos e tratamentos tributários diferentes para benefícios de assistência médica.

O argumento moral a favor do casamento gay não depende do fato de que este reduz a burocracia. Mas todas as manifestações podem ajudar, inclusive aquela do mundo empresarial americano.

Fontes:
The Economist-From Stonewall to payroll

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