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Nova York

Empresa lança táxis só para mulheres

‘SheTaxis’ é um aplicativo que oferece táxis dirigidos por mulheres para passageiras mulheres

Empresa lança táxis só para mulheres
Serviços semelhantes prosperam na Índia, África do Sul e em várias cidades do Oriente Médio (Reprodução/Claudio Munoz)

As mulheres dirigem os táxis amarelos de Nova York desde 1940, mas 99% dos motoristas ainda são homens. Mesmo nos serviços de táxi agendados por telefone ou pela internet, apenas 4% dos motoristas são mulheres. Isso pode mudar com o lançamento do SheTaxis, um aplicativo que oferece táxis dirigidos por mulheres exclusivamente para passageiras mulheres.

O aplicativo estará disponível em Nova York (onde será chamado de “SheRides”), Westchester e Long Island, e a empresa planeja expandir para outras cidades. Stella Mateo, a fundadora, está apostando que muitas mulheres têm receio de entrar em carros dirigidos por homens. O serviço também deve agradar mulheres que seguem crenças religiosas que as proíbem de viajar com homens estranhos. Cada motorista usa uma pashmina rosa. Homens que ligarem para o serviço serão direcionados para outra empresa de táxis.

Serviços semelhantes prosperam na Índia, África do Sul e em várias cidades do Oriente Médio. Algumas cidades brasileiras e mexicanas oferecem vagões só para mulheres em transportes públicos. O Japão também tem vagões só para mulheres desde 1912. Conhecidos como densha hana (trens das flores), eles oferecem um refúgio longe dos homens inconvenientes que tornam a hora do rush em Tóquio tão desagradável. Andares inteiros em hotéis designados só para mulheres também são populares no país.

Mas o SheTaxis enfrenta dois possíveis obstáculos. Um é prático. A demanda tem sido tão grande que a empresa teve de desacelerar o seu lançamento até que consiga recrutar 500 motoristas. O outro obstáculo é legal. Empregando apenas motoristas do sexo feminino, o SheTaxis está discriminando contra os homens. Como a lei anti-discriminação nem sempre é aplicada com bom senso, o serviço pode ser considerado ilegal.

 

Fontes:
The Economist-Fare Ladies

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