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Meio ambiente

Empresa usa algas para despoluir águas residuais

É possível que um ecossistema artificial possa ajudar na purificação das águas

Empresa usa algas para despoluir águas residuais
A limpeza das águas residuais com algas é um projeto antigo, mas, curiosamente, nunca se viabilizou (Reprodução/EPA)

A proliferação das algas acontece quando a água residual das fazendas, fábricas e casas despeja grandes quantidades de nutrientes em geral escassos como nitrogênio, potássio e fósforo em rios, lagos e mares. As algas, quase sempre unicelulares, absorvem esses nutrientes e reproduzem-se em grande quantidade. Essa proliferação de algas é às vezes perigosa, no caso de algas tóxicas, mas em geral causa uma poluição desagradável no meio ambiente. Mas seria possível controlar a proliferação de algas e usá-la para absorver esses nutrientes, antes que eles escapassem sem controle para o meio ambiente?

Essa é a ideia subjacente à tecnologia desenvolvida pela Algal Scientific, uma empresa de Northville, Michigan. Os pesquisadores da Algal não são os primeiros estudiosos a fazerem experiências para controlar a poluição com algas. Porém são os primeiros a terem sucesso comercial, com a instalação de uma fábrica na cervejaria da Budweiser em Idaho Falls.

A limpeza das águas residuais com algas é um projeto antigo, mas, curiosamente, nunca se viabilizou. Mas segundo Geoff Horst, o CEO da Algal, o esgoto da cidade não tem um nível de poluição suficiente para ser usado nesse projeto ambiental. A abordagem usual tem usado o processo de fotossíntese para alimentar insetos, que absorvem o nitrogênio, potássio e fósforo da água. Mas a luz do sol é essencial para o processo de fotossíntese. E isso significa que as plantas usadas na despoluição das águas residuais precisam ser cultivadas em lagos rasos espalhados em grandes espaços. E, portanto, esses processos experimentais são caros e de difícil administração.

No entanto, algumas espécies de algas reproduzem-se sem o processo de fotossíntese, ao extraírem o nutriente de seu hábitat aquático, desde que seja rico em material orgânico. E a água residual da fabricação de cerveja é rica em substâncias orgânicas, como os carbohidratos (como açúcares entre outros), que esses insetos adoram. Além disso, sem a necessidade de luz do Sol, o processo de fotossíntese pode ser realizado com menos complicações e com custos menores nos tanques de fabricação de cerveja.

Fontes:
The Economist-Strange brew

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