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SAÚDE

Empresas de cigarro buscam opções menos prejudiciais à saúde

Preocupações referentes à saúde pressionam empresas de tabaco a fabricar produtos com menos substâncias nocivas

Empresas de cigarro buscam opções menos prejudiciais à saúde
O cigarro eletrônico é um dos produtos alternativos mais conhecidos (Foto: Flickr)

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O centro de pesquisa da Philip Morris International (PMI), Cube, situa-se à margem de um lago na Suíça. As folhas largas de tabaco enfeitam o vestíbulo do prédio moderno de vidro. Em uma sala, máquinas que podem “fumar” mais de uma dúzia de cigarros de uma só vez, medem a quantidade de produtos químicos que os consumidores inalam. O objetivo do centro de pesquisa não é avaliar os riscos do vício do fumo, e sim estudar meios de encerrar sua produção de cigarros oferecendo alternativas menos prejudiciais à saúde.

André Calantzopoulos, executivo-chefe da PMI, entusiasma-se ao falar sobre um “futuro sem fumo”, no qual a empresa se dedicaria à fabricação de produtos menos nocivos à saúde do que os cigarros. Outras fabricantes de cigarros também querem oferecer novos produtos aos consumidores. Nicandro Durante, CEO da British American Tobacco (BAT), a principal concorrente da PMI, diz que investir em produtos de baixo risco é uma vitória para os acionistas, os consumidores e a sociedade.

O cigarro eletrônico, que simula a sensação de fumar um cigarro comum, usando apenas a nicotina, sem outras substâncias mais nocivas à saúde resultantes da queima do tabaco, já é consumido há muito tempo. O IQOS, um novo produto da Philip Morris que aquece o tabaco sem queimá-lo e gera um vapor com uma quantidade inferior a 90-95% de substâncias tóxicas, é vendido em diversos países, como Itália, Suíça, Japão, Rússia e África do Sul.

Segundo Calantzopoulos, até 2025 dois quintos das receitas da PMI serão provenientes da venda de IQOS, cigarros eletrônicos e outros produtos menos prejudiciais aos consumidores. Mas o cumprimento das metas das empresas fabricantes de cigarros dependerá em grande parte das agências reguladoras.

Nos Estados Unidos, o segundo maior mercado consumidor de cigarros do mundo após a China, a Food and Drug Administration (FDA) planeja iniciar um processo de regulamentação a fim de que as empresas reduzam a nicotina nos cigarros. Ao mesmo tempo, a FDA quer adotar medidas que facilitem a fabricação de produtos alternativos mais saudáveis.

O fumo mata mais americanos do que acidentes de carro, assassinatos e drogas. É possível que a FDA aprove a venda de IQOS nos EUA já no início de 2018 e permita que a PMI divulgue o produto como menos prejudicial à saúde do que o cigarro.

Fontes:
The Economist - Combustible cigarettes kill millions a year. Can Big Tobacco save them?

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1 Opinião

  1. André Vinícius Vieites disse:

    O fumo mata mais americanos do que acidentes de carro, assassinatos e drogas. É possível que a FDA aprove a venda de IQOS nos EUA já no início de 2018 e permita que a PMI divulgue o produto como menos prejudicial à saúde do que o cigarro.
    E isso tudo se relaciona com tecnologia molecular nos Estados Unidos. Alta resolução de problemas…
    Uma dessas áreas é a Biologia Molecular, que começou a ser estudada aproximadamente no ano de 1953. Apresenta especial preocupação com o estudo das características genéticas passadas de geração em geração. A chamada hereditariedade tem participação de uma série de fatores como o DNA, os genes, cromossomos e ainda outros fatores a serem considerados. A genética também estuda esses fenômenos, a diferença fica por conta do nível em que se trabalha: a genética faz análises em nível celular, por isso o nome biologia celular; enquanto a Biologia Molecular, como o próprio nome fala, estuda esses acontecimentos em nível molecular. Desenvolve superioridade celular, essa biologia molecular. Essa área é relativamente nova. Antes, já havia outras ciências que já trabalham com seu material de estudo, talvez por isso, a Biologia Molecular esteja intimamente ligada a outras áreas. Sua história se mistura com a de outras ciências por causa disso sua atuação tem a cooperação de ciências como Bioquímica, Genética, Renovações celulares, biotechnology e procedimentos neurocientíficos.

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