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Engenheiros trabalham para dar mais autonomia aos aviões-robô

Laboratórios no mundo inteiro estão observando os 'sensores' naturais de abelhas e outros insetos

Engenheiros trabalham para dar mais autonomia aos aviões-robô
Acidentes inesperados com os aviões-robô fogem a qualquer controle (Reprodução/Economist)

Este ano, segundo algumas previsões, será o ano dos pequenos aviões-robô. Esses pequenos helicópteros não tripulados, com quatro ou mais conjuntos de rotores e com uma carga útil pendurada entre eles, estão saindo dos laboratórios para serem usados com fins práticos. Os aviões-robô já são utilizados em fotografias aéreas e vigilância, sobretudo, na Europa. Em Paris, no início de março, os aviões-robô que voaram ao redor da torre Eiffel, assustaram os sistemas de segurança. E nos Estados Unidos, em 19 de março, a Amazon teve permissão de testar um avião-robô projetado para entregar seus produtos.

Esses aviões-robô, no entanto, são controlados à distância por meios eletrônicos ou computacionais, sob supervisão humana. Essa exigência de monitoramento, com frequência legal, limita sua utilização. O uso mais abrangente desses veículos aéreos não tripulados exigirá uma maior autonomia de voo, sem o controle de um piloto na Terra.

A navegação não seria um problema. O Global Positioning System e o Google Earth poderiam enviar sinais para os sensores e os microcontroladores dos aviões-robô indicando a posição deles e a existência de obstáculos, assim como seria possível programar sua trajetória antes de decolar. Mas os acidentes inesperados como um choque com um pássaro, uma árvore que não consta do mapa, ou uma rajada de vento fogem a qualquer controle. Por isso, os aviões-robô com autonomia de voo precisariam ter um equipamento que lhes permitisse localizar e determinar a distância de objetos ou acidentes naturais.

Nesse caso, a observação dos “sensores” naturais de abelhas ou de outros insetos, que raramente batem em algum obstáculo ou caem em pleno voo, seria muito útil. Agora, os laboratórios no mundo inteiro estão usando abelhas, moscas varejeiras e falcões-traças como cobaias na tentativa de inventar um equipamento inteligente para os pequenos aviões-robô.

Fontes:
Economist-The buzz of something new

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