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PUNIÇÃO

Equador corta internet de Julian Assange por postagens políticas

Segundo o governo do Equador, Assange descumpriu acordo de não opinar em assuntos políticos de outros países

Equador corta internet de Julian Assange por postagens políticas
Assange vive na embaixada do Equador em Londres desde 2012 (Foto: Flickr)

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O governo do Equador cortou, mais uma vez, a internet do australiano Julian Assange, o criador do WikiLeaks. Isso porque Assange, de 46 anos, havia se comprometido, em dezembro de 2017, a não opinar sobre questões políticas de outros países, o que foi descumprido esta semana, segundo um comunicado divulgado pelo governo equatoriano na última quarta-feira, 28.

“A medida foi adotada diante do descumprimento por parte de Assange do compromisso escrito que assumiu com o governo em dezembro de 2017, com o qual obrigava-se a não emitir mensagens que representassem uma ingerência em relação a outros Estados”, diz o comunicado, postado na conta do twitter do governo equatoriano.

Ao longo das últimas semanas, o fundador do WikiLeaks opinou a respeito de dois assuntos em destaque nas relações internacionais: a detenção do líder catalão Carles Puigdemont e a expulsão de diplomatas russos de diferentes países. Sua última postagem nas redes sociais foi no dia 27 de março, quando sua internet foi cortada.

No último dia 24, Assange compartilhou uma imagem comparando o seu caso com o do Facebook. Na imagem compartilhada, ele diz que a mídia o chama de criminoso por ter compartilhado informações de corporações e do governo para a população. Enquanto isso, Mark Zuckerberg, criador do Facebook, ainda estaria sendo chamado de “homem do ano”, mesmo sendo acusado de ceder informações pessoais de usuários a empresas.

Esta não é a primeira vez que o governo equatoriano corta a internet de Assange. Em 2016, a embaixada cortou a internet do fundador do WikiLeaks para que ele não interferisse nas eleições americanas do mesmo ano. Isso porque o WikiLeaks divulgou mensagens da campanha de Hillary Clinton, candidata ao governo dos Estados Unidos na época.

Assange vive na embaixada equatoriana em Londres desde 2012, ano em que obteve asilo político do país. Desde 2010 o fundador da plataforma WikiLeaks era visto pelas autoridades da Suécia como suspeito de ter estuprado duas mulheres. O processo foi arquivado em maio de 2017.

Em dezembro de 2010, Assange se entregou à polícia do Reino Unido para responder a investigação sobre o crime sexual. O pedido de prisão chegou a ser emitido, mas o fundador do WikiLeaks obteve liberdade condicional. Posteriormente, Assange passou a cumprir prisão domiciliar em Norfolk, na Inglaterra.

Diante do risco de ser extraditado para a Suécia, Assange buscou asilo na embaixada do Equador em 2012, o que foi concedido em agosto do mesmo ano. No entanto, a Justiça do Reino Unido ainda quer que o fundador do WikiLeaks responda por não ter comparecido ao tribunal em 2012, descumprindo os termos de sua condicional. A ausência de Assange pode ser punida com até um ano de detenção em regime fechado.

Fontes:
DW-Equador corta internet de Julian Assange
G1-Equador corta comunicação de Assange com o exterior em sua embaixada em Londres

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