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Equador transfere sede de governo para Guayaquil

Equador enfrenta uma série de manifestações, que devem culminar em uma greve geral. Mais de 470 manifestantes já foram presos durante os protestos

Equador transfere sede de governo para Guayaquil
Moreno, juntamente com militares e autoridades, durante pronunciamento (Foto: Lenin Moreno/Twitter)

O presidente do Equador, Lenin Moreno, transferiu a sede do governo de Quito para Guayaquil na noite da última segunda-feira, 7. O motivo seria a chegada de milhares de pessoas à capital equatoriana, reforçando os protestos.

Está previsto, para esta terça-feira, 8, uma nova onda de protestos em diferentes cidades equatorianas, principalmente a capital Quito. As manifestações, que chegam ao sexto dia nesta terça-feira, devem culminar em uma greve geral na próxima quarta-feira, 9. As aulas estão suspensas em todo o país.

Os principais motivos para o início dos protestos foram algumas medidas e cortes adotadas por Moreno na última semana, entre eles o cancelamento dos subsídios para combustíveis – atendendo a um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O cancelamento de subsídios fez o preço dos combustíveis disparar, com aumentos de até 123%.

Os protestos estão sendo liderados por grupos de esquerda, jovens e sindicalistas. Líderes da oposição a Moreno, assim como indígenas, também já anunciaram apoio às manifestações.

Até o momento, 477 manifestantes já foram presos por envolvimento com saques e vandalismos em diferentes locais. Ademais, um civil morreu e 73 pessoas ficaram feridas, sendo 59 agentes de segurança – entre policiais e militares que atuam na contenção das manifestações.

Para Moreno, os protestos estão sendo liderados pelo ex-presidente Rafael Correa, que teria o apoio do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, com o objetivo de desestabilizar o governo. O chefe de Estado fez um pronunciamento ao vivo pela televisão na última segunda-feira.

“Saques e vandalismo não são manifestações cidadãs. Eles demonstram a intenção política de Correa, Maduro e os corruptos, que devem responder à justiça e ao país por desestabilizar esse governo democrático”, afirmou Moreno.

O chefe de Estado, que foi eleito em 2017, tendo recebido o apoio do ex-presidente Rafael Correa, rompeu com o seu antecessor após ascender o poder. Devido a isso, a relação entre Moreno e Correa ficou mais tensa. O atual presidente, inclusive, já chegou a classificar Correa de “déspota do Maduro”.

Fontes:
DW-Equador transfere sede do governo em meio a protestos
G1-Equador transfere sede do governo de Quito para Guayaquil, anuncia presidente Lenín Moreno
Folha de São Paulo-Presidente do Equador transfere sede do governo no 5º dia de protestos

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