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Escândalos de assédios sexuais abalam o Canadá

A demissão de um apresentador de rádio e televisão de grande projeção no Canadá foi o estopim de revelações de assédios sexuais no país

Escândalos de assédios sexuais abalam o Canadá
Notícias tiveram um impacto negativo na imagem do Canadá, um país onde, supostamente, existe segurança e igualdade de direitos entre gêneros (Reprodução/Internet)

Quando uma estação da rádio estatal do Canadá demitiu um de seus principais apresentadores, Jian Ghomeshi, em outubro por ter agredido uma mulher durante uma relação sexual, tudo indicava que seria um caso isolado de uma celebridade com perversões sexuais. Mas, em seguida, surgiram rumores que a Canadian Broadcasting Corporation ignorara queixas de diversas mulheres, que já haviam sofrido agressões físicas de Ghomeshi. Mas Ghomeshi continuou a afirmar que suas relações sexuais eram sempre consensuais. Em 5 de novembro, as atenções voltaram-se para o Parlamento do Canadá. Justin Trudeau, líder do Partido Liberal, foi acusado de violência sexual, sem conexão com as acusações contra Jian Ghomeshi.

Embora 76 dos 308 parlamentares da Câmara dos Comuns sejam mulheres, a instituição tem uma mentalidade retrógrada e machista, diz Megan Leslie, líder da ala liberal do Partido Democrata. Mas agora a Royal Canadian Mounted Police, a organização policial do Canadá, está sendo processada por mais de trezentas atuais e antigas funcionárias, que alegam terem sido submetidas a assédios sexuais constantes.

Essas notícias tiveram um impacto muito negativo na imagem do Canadá como um país onde, supostamente, existe segurança e uma igualdade de direitos entre as mulheres e os homens. Mas, no ranking do Forúm Econômico Mundial de desigualdade de gênero, o Canadá classificou-se em 19º lugar entre 142 países, apesar do percentual de 52% de mulheres parlamentares.

As feministas radicais criticam o Partido Conservador de omissão em casos de assédio sexual, apesar do não envolvimento de parlamentares conservadores nos últimos escândalos. O ministro da Justiça do Partido Conservador, Peter Mackway, disse que todos esses questionamentos provocaram uma “discussão madura”. Mas as feministas radicais continuam a fazer uma campanha contra o Partido Conservador. Ao que tudo indica, é possível que seja uma discussão estéril.

Fontes:
The Economist-A harsh light

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