Início » Internacional » Escoceses querem dar enterro digno à mulher executada por bruxaria
EUROPA

Escoceses querem dar enterro digno à mulher executada por bruxaria

Vereadores da cidade de Fife, na Escócia, querem recuperar os restos mortais de uma mulher morta na fogueira por acusação de bruxaria

Escoceses querem dar enterro digno à mulher executada por bruxaria
Lilias Adie morreu na prisão em 1704, estrangulada e queimada na fogueira (Foto: Universidade de Dundee)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

O governo da região de Fife, na costa leste da Escócia, quer encontrar os restos mortais de uma mulher morta na prisão acusada de bruxaria, mais de 300 anos atrás, para que possam lhe dar um enterro digno.  

Lilias Adie morreu na prisão em 1704, estrangulada e queimada na fogueira por um crime que confessou, o de ser uma bruxa e de ter relações sexuais com o Diabo.

Ela foi enterrada em uma praia no povoado de Torryburn, na região de Fife, por moradores locais em uma vala coberta por uma grande pedra por medo que ressuscitasse.

Mas em 1852 sua cabeça e ossos foram retirados do túmulo por colecionadores de antiguidades. Em 1904, sua cabeça foi fotografada em uma exposição no museu da Universidade de St. Andrew, antes de desaparecer. Há pouco tempo, pesquisadores da Universidade de Dundee, na cidade de St. Andrew, usaram as fotografias para reconstruir em formato digital o rosto de Adie.  

Agora, a vereadora Julie Ford da Assembleia Legislativa da cidade de Fife quer encontrar os restos mortais de Adie, para enterrá-los em sua cidade natal.

“É importante mostrar às novas gerações que homens e mulheres acusados ​​de bruxaria na Escócia foram vítimas inocentes de um período de obscurantismo em nossa história”, disse Ford.

Em entrevista à CNN, o também vereador Douglas Speirs disse que, segundo os registros da prefeitura, 3.500 mulheres foram executadas por acusação de bruxaria na Escócia entre 1560 e 1727. “Mas na caça às bruxas nesse período é provável que cerca de 6 mil mulheres tenham sido mortas por suspeita de atos de bruxaria”, observou Speirs.

A caça às bruxas motivada por uma série de doenças entre os moradores de Fife, resultou, disse Speirs, na prisão de Lilias Adie, uma mulher de meia-idade tratada com brutalidade na prisão, privada de sono e interrogada sem cessar até confessar seu suposto crime.

“É preciso desmistificar a imagem estereotipada das bruxas retratadas nas festas de Halloween, figuras assustadoras que se utilizam, no imaginário popular, de forças sobrenaturais para causar malefícios. Mulheres como Adie foram perseguidas e mortas por causa da superstição e ignorância do povo”, afirmou Speirs.

Fontes:
CNN-A witch hunt with a difference -- Scottish officials are seeking the remains of an 18th-century woman accused of witchcraft

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *