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Plebiscito na Escócia

Escócia diz ‘não’ à independência e permanece no Reino Unido

Em plebiscito no país, 'não' vence com 55% dos votos, contra 45% favoráveis à independência

Escócia diz ‘não’ à independência e permanece no Reino Unido
Escócia diz 'não' e continua a fazer parte do Reino Unido (Reprodução/ Estadão)

A Escócia negou a proposta de se tornar independente do Reino Unido nesta quinta-feira, 18, em plebiscito histórico realizado no país. Foram 55% dos votos contra a separação da Escócia da união que dura mais de três séculos e 45% favoráveis à proposta, de acordo com agências internacionais.

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A votação confirmou as pesquisas de intenções de voto no referendo, que mostraram o “não” na liderança. O resultado parcial às 2h40 era de que 55,42% optaram pelo “não” (1.914.187 votos, ultrapassando os 1.852.828 necessários para se vencer o referendo) e de 44,58% pelo “sim” (1.822.443). A pergunta respondida no plebiscito foi “A Escócia deve ser um país independente?”.

A apuração começou às 22h, assim que as votações se encerraram, às 21h. Durante todo o dia cidadãos compareceram aos 2.608 postos, a fim decidir o futuro da Escócia. Participaram do plebiscito 4.285.323 eleitores britânicos da União Europeia ou da Comunidade Britânica, com mais de 16 anos, que vivem na Escócia e tenham se registrado.

O governo britânico prometeu aumentar a independência escocesa, caso o “não” vencesse. O ministro das finanças da Grã-Bretanha, George Osborne, afirmou que elevaria a autonomia da Escócia em impostos, custos e benefícios sociais. Já o primeiro-ministro David Cameron indicou que fortaleceria o parlamento escocês atribuindo lhe um caráter mais local e autônomo para tomar decisões.

Renúncia

O primeiro-ministro escocês, Alex Salmond, anunciou nesta sexta-feira, 19, que deixará o cargo, após a derrota do “sim” à independência da Escócia no plebiscito de quinta-feira, 18. Em seu discurso em Edimburgo, Salmond afirmou que não irá aceitar a nomeação como líder do Partido Nacional Escocês (SNP, na sigla em inglês) na próxima conferência anual, que será realizada em novembro.

“Estou imensamente orgulhoso da campanha, na qual o ‘sim’ lutou, e dos 1,6 milhões de eleitores que se uniram a essa causa, apoiando uma Escócia independente. Também estou orgulhoso da participação de 85% da população escocesa no referendo”, disse Salmond. “Para a Escócia, a campanha continua e o sonho nunca morrerá”.

Carona no plebiscito

O Parlamento Catalão aprovou nesta sexta-feira, 19, (por 106 votos a favor e 28 contra) a lei de consulta que permitirá ao presidente do governo regional, Artur Mas, realizar um referendo sobre a independência no dia 9 de novembro.

Para Artur Mas, a rejeição à independência da Escócia não significa um revés para o processo de soberania da Catalunha. Ele destacou ainda que assinará o decreto, o que é rechaçado fortemente por Madri.

“Eu vou assinar um decreto para a consulta na Catalunha. Convocarei esta consulta para 9 de novembro, conforme foi acordado com a maioria das forças políticas catalãs” informou Mas, destacando que o pleito escocês foi uma “grande lição de democracia”.

“Depois do que aconteceu (na Escócia), o processo continua e vai para a frente. O processo catalão sai claramente fortalecido”.

Após as declarações de Artur Mas, o governo espanhol reiterou que o referendo é contra a lei. A vice-presidente do governo, Soraya Saenz de Santamaria, insistiu que a consulta não pode ser realizada no país.

“O Parlamento espanhol se pronunciou a esse respeito, observando que o referendo é contrário à lei”, afirmou Soraya.

 

 

 

Fontes:
G1 - Escócia diz 'não' à independência e se mantém no Reino Unido

1 Opinião

  1. SONIA disse:

    Não consigo entender… A Escócia tem a liberdade de escolher sua independência e diz “não”? Perderam a memória, será? Esqueceram as lutas do passado pela liberdade, os mártires, as guerras, para chegar aqui e dizer não? O que será que se passa atrás dos bastidores?

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