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Polêmica no Japão

Estádio para as Olimpíadas de 2020 em Tóquio é alvo de críticas

Custos absurdos e vandalismo arquitetônico são problemas comuns aos países que sediam as Olimpíadas

Estádio para as Olimpíadas de 2020 em Tóquio é alvo de críticas
Projeto da arquiteta iraquiana, Zaha Hadid, foi comparado a uma tartaruga gigantesca (Foto: Divulgação/Zaha Hadid)

Antes que uma única viga tenha sido erguida, o estádio dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 é motivo de duras críticas. A cidade discorda do governo quanto ao custo estimado da construção do estádio de ¥169 bilhões (US$13,6 bilhões). Um arquiteto local comparou o projeto da arquiteta iraquiana, Zaha Hadid, a uma tartaruga gigantesca “à espera de que o Japão afunde para que possa nadar para um lugar bem distante”. Manifestantes ameaçam impedir o início da construção do estádio localizado nos jardins do santuário histórico de Meiji no próximo mês, para que o local não seja destruído e os moradores idosos tenham de sair de suas casas.

Custos absurdos e vandalismo arquitetônico são problemas comuns aos países que sediam as Olimpíadas. Grande parte da antiga cidade de Tóquio foi demolida para a construção das instalações dos Jogos Olímpicos de Verão de 1964. Ainda assim, o planejamento para os Jogos Olímpicos de 2020 é uma catástrofe, disse Toyo Ito, um arquiteto japonês, que participou do concurso internacional para escolha da empresa responsável pela construção do novo estádio. A empresa pretendia construir um teto retrátil no estádio e só soube que a ideia tinha sido descartada depois do pronunciamento do ministro dos Esportes, Hakubun Shimomura, na televisão.

Com o objetivo de reduzir os custos, o ministro Shimomura deu ordens para que o estádio tivesse menos cinco metros de altura e que um quinto de seus 80 mil lugares fosse removido. Mas sua exigência que Tóquio destinasse a verba de ¥50 bilhões para sua construção criou um conflito com o governador da cidade, Yoichi Masuzoe. Apesar de não haver ainda um acordo referente à questão orçamentária, o Conselho de Esporte do Japão, o órgão do governo responsável pela supervisão do estádio, anunciou na semana passada que havia contratado um empreiteiro para construi-lo. O Conselho teme que o projeto não fique pronto a tempo de sediar o CampeonatoMundial de Rugby em 2019.

Apesar dos protestos do governador Masuzoe é possível que Tóquio tenha de arcar com o custo da obra, muito superior ao orçamento original. Além de criticar a grandiosidade do novo projeto, o Sr. Masuzoe0 ressente-se pelo fato de a cidade ser obrigada a custear a manutenção do estádio após os jogos. As garantias do governo de que o projeto segue como previsto, disse, assemelha-se à insistência do Exército imperial do Japão em afirmar que estava vencendo a Segunda Guerra Mundial.

Fontes:
The Economist - A capital spat

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