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Estado Islâmico é o grupo terrorista mais rico da história

Organizado, o grupo conseguiu levantar uma quantia enorme de dinheiro, mas não é imune

Estado Islâmico é o grupo terrorista mais rico da história
Ataques aéreos e a queda dos preços do petróleo fizeram as finanças do grupo sofrer um baque (Foto: Wikipedia)

Quando o Estado Islâmico (EI) explodiu da Síria em junho de 2014, tomando Mosul, no Iraque, e por pouco não alcançando Bagdá, se tornou a organização terrorista mais rica na história. Saqueou bancos em Mosul, incluindo o Banco Central, cujos cofres continham estimados US$ 425 milhões. Se apossou de uma rede de gasoduto contendo 3 milhões de barris de petróleo. O auto declarado califado tem algumas das melhores terras de agricultura na Fertile Crescent, e a grande indústria que Saddam Hussein havia concentrado em nas leais áreas de Sunni Arab. Um relatório compilado pela Reuters em outubro de 2014 lista 13 campos de petróleo, três refinarias, cinco fábricas de cimento, alguns grandes silos de trigo e uma mina de sal.

Na Síria, o EI encontrou um mercado cativo para o petróleo dos 160 campos q tomou posse. O governo da Síria é um cliente, assim como outros grupos rebeldes e algumas agências de ajuda operando no norte, de acordo com Rim Turkmani, da London School of Economics, cujo relatório diz que os americanos que pagam impostos estão, inadvertidamente, ajudando a financiar o EI. “Eles controlam a maior parte do petróleo da Síria”, diz Ludovico Carlino, autor de um novo relatório para IHS, uma consultora, “então se você for uma milícia, um civil ou um regime, você tem que comprar pelos intermediários do EI.”

Para gerenciar o seu portfólio de negócios, o EI estabeleceu uma burocracia completa, com um livro de regras, o “Princípios de Administração”. Extorções diretas envolvem um sistema de impostos com números de referencia, taxas fxas e regulações de entretenimento. Campos de petróleo e minas foram nacionalisadas (ou, melhor, Islamisadas). Alguns empresários abraçaram a possibilidade de pagar uma uma taxa única para acesso ao califado que abrange Iraque e Síria, ao invés das muitas taxas que milícias lutando por conrole cobram em outras partes daquela área. Um imposto de renda de 30% é menor do que os 50% que milícias xiitas impõem na província vizinha de Salaheddin.

Mais cedo este ano, monitores estimaram que o PIB do califado estava em US$ 6 bilhões.

Mais recentemente, porém, com ataques aéreos de coalizão tendo verificado o avanço do EI e os preços do petróleo tendo caído vertiginosamente, as finanças do grupo sofreram um baque. O recuo de Kobani em janeiro de 2015 custou não só o acesso à chave da fronteira turca, mas a grande fábrica de cimento Lafarge de lá. Neste outubro, perdeu Baiji, a maior refinaria de petróleo do Iraque. Suporte aéreo americano para rebeldes anti-EI agora ameaça cortar o último acesso do EI à fronteira turca, dificultando sua habilidade de atrair novos soldados estrangeiros. No início de 2015, Abu Saad al-Ansar, um líder do EI em Mosul, anunciou um orçamento de US$ 2 bilhões para o ano. Agora, monitores  preveem que o grupo levantará metade desse valor.

Fontes:
The Economist-Degraded, not yet destroyed

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1 Opinião

  1. ney disse:

    O grande Cliente e parceiro dele é o governo Americano e agora a turquia.

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