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Combate ao terror

Estado Islâmico estaria prestes a tomar cidade vizinha a Bagdá

Tropas do governo na cidade de Ramadi estariam quase encurraladas por militantes do grupo jihadista, afirmaram fontes locais

Estado Islâmico estaria prestes a tomar cidade vizinha a Bagdá
O primeiro-ministro iraquiano pediu a Obama, em Washington, mais reforços para combater o Isis (Reprodução/Wikipedia)

O Estado Islâmico (Isis) está prestes a tomar Ramadi, capital da província de Anbar, e localizada a apenas 115 km a oeste de Bagdá, de acordo com militares iraquianos. O primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi, está em Washington, onde se reuniu na terça-feira, 14, com Barack Obama e pediu mais reforços para combater o Isis. Segundo fontes locais, a frente das tropas do governo está quase toda encurralada por militantes do grupo jihadista.

“A segurança está se deteriorando rapidamente na cidade. Precisamos de reforços do governo e da coalizão aérea liderada pelos Estados Unidos. Foi isto que avisamos a Bagdá que aconteceria. Mas onde estavam? Onde estava o premier Haider al-Abadi?”, criticou Falih Essawi, vice-chefe do conselho provincial de Anbar, em entrevista à CNN. “Só Alá sabe se sobreviveremos”.

Anbar é uma das regiões-chave dos sunitas iraquianos, e há meses vem sendo rodeada pelos extremistas. O próprio Essawi afirmou que chegou a estar no front, com uma metralhadora. O Isis tomou partes da cidade ainda na primeira metade de 2014, mas não avançou mais na época. Com os avanços recentes, somente a parte ocidental da cidade ainda estaria em mão do governo e de milícias aliadas. Os Estados Unidos, por sua vez, já fizeram vários ataques aéreos no local desde então.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, discutiram a luta contra o Estado Islâmico em uma reunião na Casa Branca. Em sua primeira viagem aos EUA desde que se tornou primeiro-ministro, Abadi busca bilhões de dólares em drones e outras armas dos EUA para combater o Estado Islâmico.

O presidente americano quer pressionar o Congresso a aprovar uma lei que o permita combater o grupo com uma incursão militar por terra. No entanto, ele chegou ao poder, em parte, devido a uma promessa de acabar com a guerra no Iraque, e enfrenta uma aversão de opinião pública ao envolvimento dos Estados Unidos em mais um conflito regional, além de restrições do Congresso sobre sua autoridade orçamentária.

Fontes:
O Globo-Estado Islâmico estaria prestes a tomar capital de província perto de Bagdá
Estado de S. Paulo-Obama recebe premiê do Iraque para discutir combate ao EI

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