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POLÍTICA MIGRATÓRIA

EUA voltam a receber refugiados de 11 países

Anúncio foi feito na última segunda-feira, 29, embora não tenha sido detalhado quais são os 11 países em questão

EUA voltam a receber refugiados de 11 países
As recentes mudanças na política de refugiados faziam parte dos polêmicos vetos de Trump (Foto: Pxhere)

Os Estados Unidos voltaram a autorizar a entrada de refugiados de 11 países que estavam barrados de entrar em território americano.

O anúncio foi feito na última segunda-feira, 29, embora não tenha sido detalhado quais são os 11 países em questão. Segundo o anúncio, as medidas de segurança e fiscalização da entrada de imigrantes no país serão reforçadas e ficarão mais rígidas.

Em outubro de 2017, o presidente americano, Donald Trump, já tinha voltado a permitir a entrada de refugiados no país, deixando 11 nações de fora. Agora, esses países também foram incluídos na nova decisão. Apesar de não serem identificados, segundo a imprensa americana e grupos de defesa de direitos dos refugiados, os países são: Egito, Irã, Síria, Iraque, Líbia, Somália, Iêmen, Sudão do Sul, Sudão, Mali e Coreia do Norte.

As recentes mudanças na política de refugiados faziam parte dos polêmicos vetos de Trump. Anteriormente, o presidente americano havia proibido a entrada de turistas de seis países nos Estados Unidos – sendo de maioria muçulmana -, além de proibir a entrada de refugiados de qualquer parte do mundo por 120 dias. Mesmo com a queda dos vetos, o governo americano afirmou que a política para receber refugiados ficará mais rígida.

“É importante que saibamos quem entra nos EUA”, informou a secretária de Segurança Nacional, Kirstjen Nielsen, através de uma nota. Segundo Nielsen, a intenção é dificultar a entrada de pessoas más intencionadas através do programa de refugiados. Além disso, a secretária afirmou que a lista dos países, assim como os critérios de seleção, vão ser revisados a cada seis meses.

A Organização das Nações Unidas (ONU) esteve constantemente em movimento para fazer com que os refugiados conseguissem um lar em outro país o mais rapidamente possível. Em 2016, o ex-presidente americano Barack Obama afirmou que os Estados Unidos receberiam 110 mil refugiados em 2017. No entanto, em dezembro do ano passado, Trump retirou o país do Pacto Mundial da ONU sobre Proteção de Migrantes e Refugiados por acreditar que os EUA deveriam ter suas próprias considerações sobre a política migratória.

Veto migratório

Desde o início de seu governo, em janeiro de 2017, Trump mostrou uma postura firme no que diz respeito aos imigrantes. O presidente, logo no início do seu mandato, assinou um decreto para proibir a entrada de pessoas de sete países de maioria muçulmana.

Em 6 de março de 2017, depois de muitas críticas e ações judiciais, Trump assinou um novo decreto retirando o Iraque da lista de países proibidos. Menos de 10 dias depois, um juiz federal do Havaí bloqueou o decreto. Em junho, um tribunal federal de São Francisco, na Califórnia, manteve o bloqueio ao veto, pois consideraram que o presidente americano havia cometido abuso de autoridade ao vetar a entrada de migrantes sem apresentar justificativas.

Apenas no final de junho, a pedido da Casa Branca, o decreto foi autorizado pela Suprema Corte, permitindo a proibição da entrada de cidadãos do Irã, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen nos Estados Unidos. Além disso, os EUA vetaram a entrada de refugiados por 120 dias.

Fontes:
G1 - Estados Unidos voltam a permitir entrada de refugiados de 11 países

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