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Segurança Digital

Estônia está tentando se proteger de um possível ataque cibernético russo

Novo projeto tem como objetivo garantir que se o governo da Estônia for sabotado ele continuará a funcionar pela internet

Estônia está tentando se proteger de um possível ataque cibernético russo
Em 2007 os principais sites da Estônia foram invadidos por inúmeras fontes (Reprodução/Belle Mellor)

Ser eliminado do mapa é um sentimento de perda brutal. Mas ser vítima de um ataque cibernético também é terrível.

Os estonianos sabem o que significa desaparecer do mapa. Agora, estão decididos a evitar que suas redes de computadores sejam violadas. Assim como os usuários de computadores, que fazem back ups de seus laptops, para recuperar os arquivos em caso de o computador quebrar ou de perderem o equipamento, a Estônia está tentando proteger o país de um possível ataque cibernético da Rússia.

A Estônia foi muito bem-sucedida no processo de informatização dos serviços do governo. O país foi o pioneiro na adoção do sistema de certificação digital para todos os cidadãos, o que lhes permite assinar e criptografar documentos, acessar os serviços do governo e fazer uma série de transações eletrônicas, como comércio eletrônico, transferências bancárias etc.

Mas o último projeto denominado “continuidade digital”, é o mais ambicioso até então realizado. O projeto tem como objetivo garantir que se o governo da Estônia for sabotado ele continuará a funcionar pela internet, sem interrupção dos serviços e dos pagamentos. A experiência da Estônia será valiosa para qualquer organização preocupada com a recuperação de dados em casos de violação do sistema de segurança.

A Estônia, que reconquistou a independência em 1991 após anos de ocupação pela antiga União Soviética, foi o alvo do que muitos pensaram a princípio ser uma guerra cibernética. Em 2007 seus principais sites foram invadidos por inúmeras fontes, que interromperam o serviço de distribuição da rede de computadores durante uma polêmica com a Rússia em relação a um memorial de guerra. O episódio prejudicou o sistema bancário on-line do país e por pouco não desativou os serviços de emergência. Mais tarde, as invasões do espaço aéreo da Estônia por aviões russos e os ataques da propaganda russa foram um aborrecimento constante.

Entre as medidas para implementar o projeto de continuidade digital testadas em setembro de 2014 em conjunto com a Microsoft, estão o uso de computadores para armazenar cópias de segurança dos arquivos dentro do país, evitando, assim, a interrupção dos serviços on-line do governo. Se a ideia for inviável, os serviços seriam processados no exterior. Outra medida refere-se ao site do presidente, Toomas Hendrik Ilves, que migraria aos poucos para a tecnologia da computação em nuvem da rede de computadores da Microsoft, em Dublin e Amsterdã.

 

 

Fontes:
Economist-How to back up a country

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