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Exploração espacial

Estudantes barateiam a busca por planetas

Estudantes na Alemanha pretendem construir aparelho para encontrar novos planetas sem tantos custos

Estudantes barateiam a busca por planetas
Os estudantes envolvidos na missão são, na maior parte, estudantes e acadêmicos com salários baixos, no início de suas carreiras (Reprodução/Economist)

A procura por planetas que orbitem outras estrelas além do Sol não tem sido um empreendimento barato. O CoRoT, satélite francês usado para a tarefa, que durou de 2007 a 2013, custou 175 milhões de euros (220 milhões de dólares) para ser feito. O Kepler, americano, lançado em 2009 e descartado em 2013, custou 600 milhões de dólares. Mas um grupo de estudantes da Universidade de Stuttgart, na Alemanha, acha que podem fazer melhor que isso. Muito melhor. A proposta deles é fazer o mesmo trabalho por 7 milhões de euros.

Johannes Mathies, Steffen Mauceri, Lukas Pfeiffer e Marco Vietze foram parte de um movimento que acredita que, porque outros equipamentos eletrônicos se tornaram menores, melhores e mais baratos, não há razão para satélites não seguirem o mesmo caminho, e portanto deixarem de ser domínio exclusivo de governos e grandes corporações. Eles chamam a sua proposta de Pequeno Satélite para Trânsio Exoplanetário, ou SSETO (Small Satellite for Exoplanetary Transit).

Além dos avanços em tecnologia, os quatro colegas têm três outras razões para acreditar que o seu orçamento pode ser menor. Uma é que eles estão mais abertos do que uma agência espacial a aceitar a possibilidade de fracasso. Eles planejam, por exemplo, comprar sensores para a câmera da mesma firma que vendeu sensores para o CoRoT, mas ao invés de encomendá-los especialmente para o projeto, comprarão uma versão genérica e a alterarão eles próprios para poder mandá-la para o espaço.

A segunda razão para o orçamento menor é que o seu satélite será tão pequeno que ele poderá ser lançado junto com um maior, ao invés de precisar de um foguete. A terceira razão é que os envolvidos na missão são, na maior parte, estudantes e acadêmicos com salários baixos, no início de suas carreiras, e não funcionários públicos.

O Instituto de Sistemas Espaciais de Stuttgart, do qual os quatro colegas são membros, planeja lançar um minissatélite chamado o Laptop Voador no ano que vem, para provar que é capaz de executar a missão. Se isso der certo, e a equipe conseguir juntar o dinheiro que precisa, o SSETO deve ser o próximo, um ou dois anos depois.

Fontes:
The Economist - Sealing wax and string?

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