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SAÚDE

Estudo estabelece 115 anos como idade limite da longevidade humana

Estudo publicado esta semana na revista Nature determinou os 115 anos como limite da longevidade humana

Estudo estabelece 115 anos como idade limite da longevidade humana
Publicação foi recebida com opiniões divergentes pela comunidade científica (Foto: Pixabay)

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Um estudo publicado esta semana na revista Nature determinou os 115 anos como limite da longevidade humana. O estudo é a mais recente contribuição para um debate antigo entre cientistas sobre a possibilidade de haver ou não um limite natural para a vida humana.

“Parece muito provável que tenhamos atingido o teto da velhice. De agora em diante, humanos não ficarão mais velho do que isso”, disse o Jan Vijg, líder do estudo e especialista em envelhecimento na Albert Einstein College of Medicine, Nova York.

No estudo, os cientistas fizeram um gráfico de pessoas de diferentes idades vivas em um determinado ano. Depois, compararam os números de ano em ano, para calcular a taxa de crescimento populacional anual. A porção da sociedade que mais apresentou crescimento foi a dos idosos. Na França, na década de 1920, por exemplo, o grupo de mulheres que mais crescia era o de mulheres na faixa dos 85 anos. Nos anos 1990, o grupo de mulheres francesas que mais crescia era o de senhoras de 102 anos. Se esta tendência tivesse continuado, o maior grupo hoje poderia ser o de senhoras de 110 anos.

Ao invés disso, o aumento no limite de idade diminuiu e parece ter parado. Quando Vijg e seus alunos analisaram dados de 40 países, encontraram, de forma geral, a mesma tendência: na década de 1980, o crescimento da expectativa de vida começou a diminuir e, há uma década atrás, parou. Isso pode ter acontecido por que os humanos finalmente atingiram o seu limite máximo de longevidade.

Para confirmar essa possibilidade, os pesquisadores analisaram o Banco de Dados Internacional de Longevidade, concebido por James W.Vaupel, diretor do Centro Max-Planck Odense de Biodemografia da Idade, e seus colegas, que contém dados de 534 pessoas que viveram até extrema velhice. O time de Vijg encontrou a informação de que em 1968, a idade mais alta atingida foi 111. Nos anos 1990, o número passou para 115. Depois, a tendência estagnou. Com raras exceções, 115 anos era a idade máxima atingida.

Figuras importantes no debate receberam o estudo com opiniões fortes e opostas. “[O estudo] conta uma histórica convincente de que há uma espécie de limite”, disse S. Jay Olshansky, um professor de saúde pública na Universidade de Illinois em Chicago, que defende um argumento semelhante há mais de 25 anos.

James W. Vaupel, no entanto, há muito tempo rejeita a sugestão de que humanos estão se aproximando de um limite de idade. Ele disse que o estudo é uma tragédia. “É desanimador quantas vezes o mesmo erro pode ser cometido e publicado em revistas respeitadas”.

Fontes:
The New York Times-What’s the Longest Humans Can Live? 115 Years, New Study Says

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