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PALEONTOLOGIA

Estudo questiona a teoria de extinção em massa dos dinossauros

Os estudos de paleontologia mostram que as extinções em massa de espécies animais são um tema mais complexo do que possa parecer

Estudo questiona a teoria de extinção em massa dos dinossauros
Estudo contradiz a ideia de uma coincidência, na qual quase todos os paleontólogos acreditavam (Foto: Wikipedia)

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Os dinossauros, como qualquer criança em idade escolar sabe, foram extintos há 66 milhões de anos, no final do período cretáceo. Mas existe uma discussão se foram extintos com uma destruição em massa ou por uma extinção gradual em consequência de mudanças climáticas. Os que defendem a extinção em massa dizem que um asteroide atingiu a Terra e abriu uma cratera na região atual do sul do México. O choque do impacto provocou incêndios no planeta inteiro e uma nuvem de poeira encobriu o Sol durante anos. Os defensores da teoria do desaparecimento gradual acreditam que um período longo de alterações ecológicas resultantes de enormes erupções vulcânicas na atual Índia, poluiu a atmosfera.

Algumas pessoas acham que os dois fatores foram responsáveis pela destruição em massa não só de dinossauros, como também de uma grande parte de outras espécies animais. Porém ninguém havia pensado na hipótese de o impacto do asteróide ter provocado as erupções vulcânicas. Esta é a tese de Paul Renne da Universidade da Califórnia, Berkeley, e de seus colegas. E na primeira semana de outubro os pesquisadores publicaram um artigo na revista Science, em que descreveram uma série de dados sobre rochas do período cretáceo para apoiar essa tese.

No caso dos dinossauros as novas informações sugerem que possa ter havido uma coincidência, da qual antes só havia uma suspeita. Mas outro estudo referente a uma extinção em massa anterior contradisse a ideia de uma coincidência, na qual quase todos os paleontólogos até então tinham acreditado.

Essa extinção aconteceu no final do período permiano há 251,9 milhões de anos, de acordo com as datações independentes de rochas oceânicas dessa época. Assim como a extinção do período cretáceo quase eliminou os mamíferos, o período permiano extinguiu os dinossauros. Do mesmo modo que no final do período cretáceo, essa foi uma época de intensa atividade vulcânica (desta vez na região da atual Sibéria), embora não exista sinal do impacto de um asteroide. Supõe-se, então, que a vida na terra e no mar foi atingida por um cataclismo simultâneo.

No entanto, um artigo que será publicado este mês na revista Geology por Robert Gastaldo do Colby College, em Maine, tem uma tese diferente. Segundo Gastaldo, as extinções de espécies animais na terra começaram bem antes do que no mar. Mais uma vez, a nova interpretação baseia-se na datação precisa das rochas.

Fontes:
The Economist - Layers of meaning

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1 Opinião

  1. neyjos disse:

    Em outras palavras, extinção em massa de uma espece vertebrado é impossível sem remover todo seu habita-te.

    Mais uma teoria mentirosa das redes de televisão e cientistas malucos que é desmascarada.

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