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Imigração

Estudo revela condições de vida das minorias étnicas na França

Por lei, as autoridades francesas não podem coletar estatísticas étnicas, mas um estudo revela as péssimas condições de vida dos imigrantes

Estudo revela condições de vida das minorias étnicas na França
A taxa de desemprego entre os jovens cidadãos franceses cujos pais vieram da África é de 32% (Reprodução/Internet)

Por lei, as autoridades francesas não podem coletar estatísticas étnicas. Todos os cidadãos são considerados iguais. Diferenciá-los significaria uma estigmatização, ou ainda pior, um eco do estigma social e do antissemitismo sofridos pelos judeus durante o governo colaboracionista de Vichy, na década de 1940.

No entanto, apesar das fortes razões históricas, essa abordagem dificulta emitir uma opinião se o povo francês de origens diferentes tem um desempenho homogêneo. Um novo estudo sugere que não.grafico

O estudo originou-se, surpreendentemente, de uma fonte oficial: France Stratégie, um órgão do governo encarregado da formulação de estratégias e perspectivas do desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental do país, dirigido pelo economista Jean Pisani-Ferry. Os autores contornaram o tabu étnico recorrendo aos dados do censo demográfico nacional. Diversas décadas depois do início da imigração em massa, existem informações de longo prazo, que mostram as condições de vida da geração criada na França por pais de outros países.

Em resumo, péssimas condições. A taxa de desemprego de 32% entre os jovens cidadãos franceses cujos pais vieram da África, inclusive dos países da África subsaariana e os do Magrebe, é duas vezes mais elevada do que a de jovens sem um histórico de imigração. Um percentual de 30% de jovens saem do ensino médio sem diploma ou qualificação, em comparação com a porcentagem de 16% dos que não têm pais imigrantes.

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