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Pesquisa Social

Estudo revela maior tolerância à diversidade nos EUA

Segundo a pesquisa, as pessoas estão mais tolerantes, embora a aceitação social diminua um pouco com a idade

Estudo revela maior tolerância à diversidade nos EUA
O percentual de pessoas que aceita com naturalidade um professor homossexual aumentou de 52% para 85% (Reprodução/AP)

Apesar das disputas sectárias, os americanos estão cada vez mais tolerantes. Um novo estudo publicado no periódico acadêmico Social Forces, revelou que a atitude do país em relação a antigos grupos marginalizados, como os comunistas, homossexuais e ateus, ficou bem mais flexível após a década de 1970. A partir de uma análise dos dados da pesquisa social da General Social Survey, realizada pela Universidade de Chicago desde 1972, Jean Twenge da San Diego State University, e Nathan Carter e Keith Campbell da Universidade da Georgia, avaliaram a mudança de atitude dos americanos ao longo do tempo. O estudo abrangeu mais de 35 mil entrevistas efetuadas durante trinta anos.

Desde que a pesquisa começou, o percentual de pessoas que aceita com naturalidade um professor homossexual aumentou de 52% para 85%. Mais de três quartos dos entrevistados em 2012 não faziam objeções que a biblioteca local tivesse um livro de um autor antirreligioso em seu acervo, um número maior do que o percentual de 63% no início dos anos 1970. Mas essa tolerância crescente tem limites: o número de pessoas que deixaria alguém com opiniões racistas falar em público diminuiu menos do que o esperado, de 61% em 1975-79 para 58% em 2010-12, em razão do direito de livre expressão, que superou outras preocupações.

A receptividade a novas ideias era um privilégio dos jovens. Hoje, as pessoas estão mais tolerantes, embora a aceitação social diminua um pouco com a idade. As mulheres aceitam com mais facilidade ideias diferentes das suas do que os homens, e as pessoas brancas têm uma tendência a serem mais indulgentes, em comparação aos negros. Os que têm opiniões políticas liberais são mais tolerantes, ao contrário dos pontos de vista mais radicais de pessoas com filiação partidária. No entanto, o nível de educação é o fator predominante de uma atitude mais tolerante e menos preconceituosa. As pessoas com formação universitária têm um grau de 83% de aceitação de maneiras de pensar, de agir e de sentir diferentes de seu meio social, comparado ao percentual de 64% das pessoas com um nível de escolaridade apenas de ensino médio.

Fontes:
Economist-Getting nicer

1 Opinião

  1. Renato Fregapani disse:

    Na verdade, as pessoas mais tolerantes não se importam; e isso não é necessariamente benéfico para a sociedade.

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