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Estudo usa fotos para descobrir até que idade uma pessoa vai viver

Pesquisadores desenvolvem método que promete descobrir até quantos anos uma pessoa vai viver analisando sinais de envelhecimento presentes no rosto

Estudo usa fotos para descobrir até que idade uma pessoa vai viver
Fotos são enviadas por voluntários ao site 'Face my age' (Reprodução/Washington Post)

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Quem nunca pensou em descobrir até que idade irá viver? Um estudo feito nos Estados Unidos promete acabar com essa dúvida.

Uma pesquisa conduzida por Jay Olshansky, analista de dados biodemográficos da Universidade de Illinois, Chicago, está desenvolvendo uma forma de identificar traços de envelhecimento no rosto capazes de determinar o quanto uma pessoa já envelheceu e, a partir daí, determinar o quanto ela ainda irá viver.

Usando o método de reconhecimento facial, Olshansky e sua equipe analisam fotos enviadas por voluntários ao site Face My Age, criado especialmente para o estudo. Juntamente com a foto, o voluntário deve enviar um relatório contendo informações como hábitos alimentares e esportivos, informando se é fumante e se já passou por alguma cirurgia plástica. Os voluntários devem enviar a foto sem nenhuma maquiagem e devem estar sérios, sem sorrir.

Nas fotos, os pesquisadores identificam sinais de envelhecimento, como rugas e manchas através de um programa de computador voltado para a análise facial. O programa também revela quantos anos tem cada parte do rosto. “É como tirar uma foto e descobrir que suas bochechas são de uma pessoa de 50 anos e seus olhos são de uma pessoa de 40”, diz Olshansky. Depois da análise, os pesquisadores usam o programa para envelhecer artificialmente o rosto, potencializando as rugas e as marcas. Ao final, o voluntário descobre até quantos anos vai viver e qual aparência terá na época.

Olshansky teve a ideia do estudo há dois anos. Ele percebeu que pessoas que aparentam ser mais jovens do que são costumam viver mais do que as pessoas que têm a aparência de acordo com a idade. O pesquisador então começou a imaginar formas de dar embasamento científico a essa percepção.

“Sabemos que algumas pessoas se desenvolvem e envelhecem mais rápido que outras. Também sabemos que pessoas que envelhecem de forma mais lenta costumam viver mais do que aqueles que envelhecem rápido”, disse Olshansky.

O estudo ainda está em fase experimental, e os resultados concretos só devem vir à tona quando os primeiros voluntários morrerem, permitindo assim descobrir se a idade estimada pelos pesquisadores estava correta.

Porém, Olshansky e sua equipe esperam que seu trabalho estimule os voluntários a adotar hábitos mais saudáveis, ao descobrir o impacto que eles têm em sua longevidade.

Fontes:
The Washington Post-Can your face reveal how long you’ll live? New technology may provide the answer

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1 Opinião

  1. Ludovino Azambuja disse:

    Aristóteles dizia, em sua Metafísica, que o todo é maior que a simples soma das partes, o que contraria essa ideia holística. Veremos.

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