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Virtude e autoindulgência: as contradições inerentes ao ser humano

Estudo revela que as pessoas que levam suas sacolas quando vão fazer compras nos supermercados acham que merecem uma recompensa

Virtude e  autoindulgência: as contradições inerentes ao ser humano
Segundo estudo, os clientes que traziam suas sacolas compravam produtos mais saudáveis e ecológicos do que os que usavam as sacolas do mercado (Reprodução/Internet)

A “virtude”, segundo George Bernard Shaw, “é uma tentação insuficiente”. Mas novas pesquisas sobre os padrões de consumo dos ambientalistas sugerem que a virtude e a autoindulgência com frequência estão associadas.

Um artigo recente de Uma Karmarkar da Harvard Business School e de Bryan Bollinger da Duke Fuqua School of Business revelou que as pessoas que levavam suas sacolas quando iam fazer compras nos supermercados, achavam que mereciam uma recompensa por respeitarem os critérios ou padrões dos produtos não poluídos ou poluentes. Durante dois anos os autores do artigo observaram os serviços de compras e vendas em um supermercado nos Estados Unidos. Curioso ou não, os clientes que traziam suas sacolas compravam produtos mais saudáveis e ecológicos do que os que usavam as sacolas do mercado. Mas os clientes verdes também compravam doces, sorvete e batata frita.

Os psicólogos chamam esse tipo de comportamento de “condescendência moral”: a tendência a ter um excesso de indulgência em relação a si mesmo por ter feito um ato virtuoso. Embora esse exemplo seja inócuo (exceto para a silhueta dos compradores), os resultados podem ser desastrosos. Um estudo realizado em 2011 sobre conservação e consumo de água em Massachusetts mostrou como as boas intenções podem ter um efeito contrário. No estudo, 150 apartamentos foram divididos em dois grupos. Um deles recebeu recomendações de como poupar água e estimativas semanais de uso; o outro grupo exerceu o papel de controle.

As famílias que haviam recebido pedidos para poupar água cumpriram o compromisso. O consumo caiu em média 6% em comparação ao grupo de controle. Mas, por outro lado, o consumo de eletricidade aumentou para 5,6%. Em outras palavras, a autoindulgência foi tão forte por terem conseguido atingir o objetivo proposto, que elas quase ultrapassaram a meta politicamente correta de economia de água.

 

Fontes:
Economist-Eco-waverers

1 Opinião

  1. Markut disse:

    A natureza humana é inamovível na sua essência. São pouco ouvidos os diversos especialistas no estudo e conhecimento desse bípede humano, que somos todos nós.

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