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Reaproximação diplomática

EUA abrandam restrições de viagem e serviços com Cuba

A partir de agora, cidadãos americanos não vão mais precisar de visto especial para viajar para Cuba. Agências de turismo e empresas aéreas também poderão atuar no país

EUA abrandam restrições de viagem e serviços com Cuba
Barack Obama anunciou uma série de medidas para estimular a reaproximação entre os dois países (Reprodução/Internet)

A partir desta semana, viajar dos Estados Unidos para Cuba será mais fácil do que nos últimos 50 anos. Nesta quinta-feira, 15, o presidente Barack Obama anunciou uma série de medidas que visam afrouxar as leis de restrição de viagens para Cuba.

As mudanças entrarão em vigor na próxima sexta-feira, 16, e representam mais um passo na reaproximação entre os governos de Washington e Havana.

A partir de agora, cidadãos americanos não precisarão mais de um visto especial para viajar para Cuba. As agências de viagem e empresas aéreas dos EUA poderão atuar em Cuba sem a necessidade de uma licença especial.

Além disso, cidadãos americanos em visita a Cuba poderão usar cartões de crédito, gastar dinheiro físico e trazer até US$ 400 em compras, além de poder gastar mais de US$ 100 em álcool ou tabaco. Os americanos também poderão enviar mais dinheiro a Cuba. A cada três meses, será permitido enviar US$ 2 mil, quantia maior do que os US$ 500 permitidos atualmente.

“Essas mudanças terão impacto direto na reaproximação diplomática e na vida dos cidadãos cubanos. Cuba tem um grande potencial econômico”, disse o secretário do Tesouro americano, Jacob J. Lew.

Fontes:
The New York Times-U.S. Easing Decades-Old Restrictions on Travel to Cuba

2 Opiniões

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    Respondo eu mesmo a minha pergunta anterior; lendo o artigo original do NYT, é esclarecido que continuará sendo necessário aos turistas americanos “certificar que suas visitas são para fins educacionais, religiosos, culturais, jornalísticos, humanitários ou assuntos familiares, entre outras categorias permitidas” (minha tradução), e há ainda a exigência do próprio visto do governo cubano…
    Isso me lembra uma canção de Célia Cruz:. ¡”Si acaso no regreso, me matará el dolor” !

  2. André Luiz D. Queiroz disse:

    Na prática, a médio prazo os EUA irão ‘engolir’ Cuba, que possivelmente voltará ser um “aprazível destino turístico” para americanos, além dos negócios de exportação de álcool de cana para uso automotivo (muito mais barato que o álcool de milho americano), rum, e tabaco (charutos, óbvio!). Possivelmente, Raul Castro esteja intencionando transformar a economia cubana em uma espécie de ‘capitalismo de estado’ à la China, e assim continuar dando as cartas na política do país.
    Um detalhe que não ficou claro no texto: o que significa os turistas americanos em visita a Cuba não irão precisarem mais de um visto ‘especial’? Que de agora em diante o visto para visita a Cuba será um visto turístico ‘comum’, como o necessário para alguns outros países (conforme tratados bilaterais), ou que não haverá exigência de nenhum visto, como para ir aos países da União Europeia? Se for esse o caso, Cuba estará em mais vantagem que o Brasil, destino turístico para o qual os cidadãos americanos ainda precisam de um visto brasileiro…!

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