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JORNALISTA ASSASSINADO

EUA impõem sanções a 16 sauditas por caso Kashoggi

Motivo seria o envolvimento na execução do jornalista Jamal Khashoggi. Suspeito de encomendar o crime, o príncipe-herdeiro saudita não foi alvo das sanções

EUA impõem sanções a 16 sauditas por caso Kashoggi
Lista inclui nomes de principais sauditas enviados à Turquia, onde Khashoggi foi morto (Foto: Ron Przysucha/State Department)

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O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anunciou na última segunda-feira, 8, sanções a 16 sauditas, que agora estão proibidos de entrar nos Estados Unidos. O motivo seria o envolvimento da Arábia Saudita no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, morto em outubro do ano passado.

O governo de Donald Trump foi alvo de fortes críticas por não retaliar os sauditas pelo suposto envolvimento na morte. Agora, seis meses depois, 16 pessoas, assim como seus familiares, estão sendo impedidas de entrar nos Estados Unidos, incluindo o assessor Saud al-Qahtani, próximo ao príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. Apesar disso, nenhuma ação foi tomada contra o príncipe, que é apontado como o possível mandante do crime.

As agências de inteligência dos Estados Unidos concluíram que o príncipe-herdeiro foi o responsável final pelo envio de uma equipe de sauditas à Turquia, onde Khashoggi foi morto. Depois de diferentes acusações, a Arábia Saudita confirmou a morte, mas não o envolvimento de Salman.

Além de al-Qahtani, também consta na lista nomes de sauditas enviados a Istambul, na Turquia, onde Khashoggi foi morto. Entre eles o líder da equipe, o oficial de inteligência Maher Abdulaziz Mutreb, o membro da guarda real Thaar Ghaleb al-Harbi e o especialista médico Salah Tubaigy, que teria sedado Khashoggi.

Segundo o New York Times, o anúncio das sanções pode ter sido uma tentativa de conter uma insurreição no Congresso dos Estados Unidos, que tem unido republicanos e democratas em torno da questão. No entanto, acredita-se que os nomes anunciados não devam ser o suficiente para acalmar os ânimos, visto que o possível envolvimento de Salman foi ignorado.

Trump e Salman negociam contratos bilionários há anos, sendo importantes parceiros comerciais. Paralelamente às sanções anunciadas, os Estados Unidos categorizaram a Guarda Revolucionário do Irã como um grupo terrorista. A Arábia Saudita é o principal parceiro internacional dos EUA e tem no Irã seu principal concorrente como potência mais influente do Oriente Médio.

Leia também: Trump vive conflito entre justiça e interesses

Fontes:
The New York Times-Pompeo Bars 16 Saudis From U.S. in Response to Khashoggi Killing

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