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Segurança cibernética

EUA desenvolvem novas armas para guerras cibernéticas

A nova estratégia visa alertar adversários, como a China, a Rússia, o Irã e a Coreia do Norte, que os Estados Unidos estão preparados para retaliar caso seja necessário

EUA desenvolvem novas armas para guerras cibernéticas
Esforços de segurança cibernética dos Estados Unidos têm se centrado na defesa de redes de computadores contra hackers, criminosos e governos estrangeiros (Reprodução/Internet)

A nova estratégia de segurança cibernética do Pentágono é uma evolução importante na forma como os Estados Unidos propõem abordar uma ameaça à segurança nacional. A estratégia visa avisar adversários, especialmente a China, a Rússia, o Irã e a Coreia do Norte, que os Estados Unidos estão preparados para retaliar se necessário contra ataques cibernéticos, além do fato de eles já estarem desenvolvendo armas para fazer isso.

Como o Times informou recentemente, os hackers russos varreram alguns e-mails do presidente Obama no ano passado. Embora a violação tenha aparentemente afetado apenas os computadores não classificados da Casa Branca, o ataque foi mais intrusivo e preocupante do que se reconheceu publicamente. Este episódio foi um exemplo de como determinados adversários podem penetrar no sistema do governo americano.

Esforços de segurança cibernética dos Estados Unidos têm se centrado na defesa de redes de computadores contra hackers, criminosos e governos estrangeiros. Apesar da defesa ser algo importante, o governo Obama começou a empurrar as empresas de software do Vale do Silício para se juntar nessa luta. Mas o foco mudou para o desenvolvimento de malware e de outras tecnologias que dariam as armas ofensivas aos Estados Unidos, se as circunstâncias exigirem, para perturbar a rede do adversário.

A nova estratégia começa a expor as condições em que os Estados Unidos usariam armas cibernéticas. O roubo de propriedade intelectual, por exemplo, seria da responsabilidade das empresas privadas, que controlam 90% das redes cibernéticas. Em casos complexos, o Departamento de Segurança Interna seria responsável por detectar ataques e ajudar o setor privado a se defender contra eles.

É essencial que as leis do conflito armado que governam a guerra convencional, que exigem resposta proporcional e redução de danos para os civis, sejam seguidas em qualquer ofensiva cibernética. Com tantos órgãos do governo envolvidos na segurança cibernética (a Agência de Segurança Nacional, o Departamento de Segurança Interna, a Agência Central de Inteligência, o FBI e o Pentágono), o potencial de brigas internas e duplicação de tarefas é alto.

A nova estratégia é a mais recente evidência de que o presidente Barack Obama, depois de ter desistido do Congresso, está montando a sua própria resposta ao desafio. Uma vez que este é um problema global, ainda precisa de entendimentos internacionais sobre o que constitui uma agressão cibernética e como os governos devem responder a estas ameaças.

 

Fontes:
The New York Times-Preparing for Warfare in Cyberspace

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