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Entrevista da ex-companheira

EUA e ONU ignoraram alertas de Sérgio Vieira de Mello

'Não foram adotadas medidas elementares para garantir nossa segurança', diz ex-companheira do diplomata

EUA e ONU ignoraram alertas de Sérgio Vieira de Mello
Atentado em Bagdá matou o diplomata Sérgio Vieira de Mello (Fonte: Reprodução/Reuters)

Dez anos após a morte de Sérgio Vieira de Mello, em um atentado em Bagdá, a então companheira do diplomata, a argentina Carolina Larriera, criticou a ONU em sua primeira entrevista pós-atentado.

“Não foram adotadas medidas elementares para garantir nossa segurança”, diz Carolina, que ressaltou ainda que as investigações foram “nulas” e que os EUA e a ONU ignoraram os alertas do diplomata.

A argentina, que foi funcionária da ONU durante quase dez anos, conheceu Sérgio Vieira de Mello no Timor Leste. Ela o acompanhou em sua missão no Iraque e estava no prédio atingido no momento do ataque que matou o diplomata.

Carolina, que atualmente é associada do Centro Carr de Direitos Humanos, em Harvard, clama por reparação às vítimas e também pela conservação da memória de Sérgio Vieira de Mello.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, Carolina diz que as “poucas e contundentes provas reunidas sobre o atentado não foram tratadas com a devida atenção”, ressaltando que houve “muitos” erros por parte da ONU.

Ainda de acordo com Carolina, Sérgio havia informado aos EUA e à ONU de que a guerra entrava em uma fase dramática, mas ambos não levaram em consideração o alerta feito pelo diplomata.

“Não podemos nos deixar enganar por quem pretende trocar medalhas e condecorações pelo silêncio e a escuridão”, conclui a ex-companheira de Sérgio Vieira de Mello.

Fontes:
Estadão - ‘A ONU preferiu homenagens à denúncia e condenação do atentado’

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