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Diplomacia

EUA esnobam dissidentes cubanos em cerimônia de abertura da embaixada

Governo americano decidiu não convidar dissidentes cubanos para a cerimônia de hasteamento de sua bandeira na nova embaixada americana em Cuba

EUA esnobam dissidentes cubanos em cerimônia de abertura da embaixada
Obama acredita que aproximação entre os países é o melhor jeito de trazer mudanças para a ilha (Foto: flickr.com/claudiaregina_cc)

Nesta sexta-feira, 14, a bandeira dos Estados Unidos voltou a tremular na embaixada americana de Cuba. A cerimônia, presidida pelo Secretário de Estado Americano, John Kerry, marca o fim de meio século de hostilidades entre os dois países. O presidente Barack Obama acredita que ter relações normais com Cuba é o melhor jeito de mudar a ilha.

O fato lamentável sobre a cerimônia em Havana é que Kerry decidiu não convidar os dissidentes que lutam pela democracia no país. Essas pessoas não participaram do evento.

A explicação oficial dos Estados Unidos para a exclusão dos dissidentes da cerimônia da bandeira é que isso fez parte de um acordo entre os dois governos. Mas, não convidá-los sinaliza uma aceitação de violações cometidas pelos irmãos Castro, como a falta de liberdade de expressão.

Não teria sido difícil encontrar testemunhas das violações do governo. Pessoas que foram amordaçadas e fisicamente feridas em sua busca por liberdade como Jorge Luis García Pérez, Antonio Rodiles, a blogueira Yoani Sánchez e as Damas de Branco são alguns desses nomes. Kerry ofereceu-se para encontrar com alguns deles separadamente, fora da vista pública. É um insulto que preserva o desejo dos Castros de que esses dissidentes fiquem escondidos.

Obama poderia ter projetado uma política de engajamento que abriria espaço para os direitos humanos e os seus defensores corajosos, como ele uma vez prometeu fazer. Em vez disso, ele concedeu legitimidade a um governo que governa através da força, e não do consentimento dos governados. Kerry podia, pelo menos, ter deixado uma cadeira vazia na cerimônia para simbolizar as pessoas e os valores que foram mantidas do lado de fora.

Fontes:
Washington Post-The U.S. snubs Cuban dissidents

1 Opinião

  1. Ludwig Von Drake disse:

    Os americanos tem objetivos estratégicos de enfraquecer a amizade entre Cuba, Venezuela, Bolívia, Perú, FARC-EP e Brasil; nessa perspectiva, os dissidentes não passam de um grupo de arruaceiros.

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