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KIEV X MOSCOU

EUA estudam enviar armas letais para Ucrânia

Secretário da Defesa americano diz que os EUA cogitam o envio de armas letais para ajudar a Ucrânia na defesa contra tropas russas

EUA estudam enviar armas letais para Ucrânia
Anúncio foi feito pelo secretário James Mattis, em visita oficial à Ucrânia (Foto: Wikimedia)

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O governo americano está “analisando ativamente” a possibilidade de enviar armas letais de autodefesa para a Ucrânia, após o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, afirmar que pelo menos 3 mil tropas russas estão em seu território. A informação foi dada pelo Secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis.

Em conferência de imprensa conjunta com o presidente ucraniano, Mattis afirmou que os “Estados Unidos estão com a Ucrânia” e que o governo americano continuará pressionando a Rússia a cessar o “comportamento agressivo”.

O secretário destacou que a Rússia não cumpriu os termos do cessar-fogo de Minsk, que encerraria a violência separatista no Leste da Ucrânia. “Embora a Rússia negue, nós sabemos que eles buscam redesenhar as fronteiras internacionais com o uso da força, minando nações soberanas e livres na Europa”, afirmou Mattis na conferência.

“Sobre as armas letais defensivas, estamos analisando ativamente. Voltarei agora, tendo visto a situação atual e podendo informar o Secretário de Estado e o presidente em termos muito específicos o que eu recomendo. […] Armas defensivas não são provocativas a não ser que você seja um agressor, e claramente a Ucrânia não é uma agressora, já que a luta está acontecendo em seu próprio território”, disse Mattis.

A visita de Mattis, marcada no dia da independência ucraniana, é a segunda demonstração de apoio ao país vinda de um membro da alta-cúpula do governo americano – o Secretário de Estado americano Rex Tillerson esteve em Kiev em julho.

A Ucrânia vem contando com o apoio americano contra a Rússia após um governo pró-Ocidente assumir o poder em meio a uma série de protestos em 2014, que culminaram na deposição do presidente pró-Kremlin Viktor Yanukovich. Em resposta, a Rússia anexou a Crimeia ao seu território e desde então têm apoiado rebeldes separatistas. Cerca de 10 mil pessoas foram mortas em conflitos na região.

A atual promessa de apoio ao governo ucraniano é uma mudança na abordagem do governo de Donald Trump, que durante a campanha presidencial fez uma série de comentários que indicavam que ele estaria propenso a reconhecer a Crimeia como parte do território russo, o que provocou o temor em Kiev de que o governo americano poderia estreitar laços com Moscou.

Fontes:
Independent-Donald Trump 'actively reviewing' sending weapons to Ukraine after Kiev reports 3,000 Russian troops in country

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