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Jihadistas ocidentais

Número de ocidentais que se uniram ao Estado Islâmico pode chegar a 3 mil

Fato comprova a crescente tendência de cidadãos americanos e europeus que deixam seus países para se juntar a grupos jihadistas no Oriente Médio

Número de ocidentais que se uniram ao Estado Islâmico pode chegar a 3 mil
Estado Islâmico vem atraindo estrangeiros que se identificam com as ideias fundamentalistas do grupo (Reprodução/Internet)

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A inteligência dos EUA havia identificado 12 americanos que viajaram para a Síria para lutar ao lado do EI, mas fontes do governo revelaram à rede CNN que eles podem somar mais de cem. Há um contingente de mais de 12 mil estrangeiros, de 81 países, que foram lutar na Síria nos últimos três anos, segundo um levantamento coordenado por Richard Barrett, ex-diretor de contraterrorismo do MI-6 (serviço de inteligência britânico). Destes, 3.000 teriam como origem países ocidentais.

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Segundo as agências de inteligência dos EUA, o número de cidadãos americanos que deixaram o país para se juntar a vários grupos rebeldes na Síria, não apenas o Estado Islâmico, dobrou desde janeiro deste ano. Estima-se que cerca de 100 americanos tenham saído do país com esse propósito.

À medida que o Estado Islâmico ganha território na Síria e no Iraque, cresce a demanda por mais militantes, o que tem atraído estrangeiros que se identificam com as ideias fundamentalistas do grupo. A tendência exige que os governos dos EUA e dos países europeus adotem leis mais rígidas contra o recrutamento de seus cidadãos.

Nesta sexta-feira, 29, o primeiro-ministro britânico, David Cameron disse ser “altamente provável” que a Grã-Bretanha seja alvo de um ataque terrorista. A declaração de Cameron reflete a preocupação com o crescente número de cidadãos britânicos que se juntaram ao Estado Islâmico.

Segundo Cameron, o governo estima que existam atualmente 500 jihadistas britânicos, sendo que metade deles viajaram para a Síria e retornaram para a Grã-Bretanha, possivelmente para planejar ataques terroristas.

Para o presidente Barack Obama, a associação de americanos com o EI representa a maior ameaça aos EUA desde os ataques de 11 de setembro de 2001.

Para Richard Barrett, ex-diretor de contraterrorismo do MI-6 (serviço de inteligência britânico), é possível que as milícias se aproveitem de ocidentais recrutados para realizar atentados em território europeu ou americano. “Tenho dúvidas se essa era sua intenção inicial quando eles foram para a Síria, mas essas pessoas podem se radicalizar nesse ambiente e se transformar em terroristas”, disse.

O especialista em contraterrorismo Mike Lyons, do Instituto Truman National Security Project, também avalia que o risco de atentados em solo americano existe e deve ser monitorado.

“Após o retorno bem sucedido aos EUA, estes indivíduos poderiam agir sozinhos ou recrutar outras pessoas que não foram para a Síria para executar um plano terrorista maior”, diz Lyons. “O governo deve identificar quem são esses indivíduos que conspiraram com o EI e acompanhá-los num eventual retorno ao país.”

 

Fontes:
The New York Times-U.S. Identifies Citizens Joining Rebels in Syria, Including ISIS
The Telegraph-Isil terrorists 'highly likely' to attack UK, warns David Cameron, as threat level is raised to severe
Folha de S. Paulo-Ocidentais que se uniram aos radicais podem chegar a 3 mil

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1 Opinião

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    Por quê diabos um cidadão americano ou britânico toma um atitude tão radical como tornar-se um terrorista islâmico? Só posso conjecturar que tratam-se de jovens, em sua maioria, desajustados em suas sociedades de origem, discriminados por sua origem étnica, com pouca ou nenhuma educação, sexualmente frustrados, e que por isso se deixam seduzir pelo discurso jihadista com suas promessas de ’72 virgens no paraíso’ e por aí vai…