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TENSÃO

EUA lançam mísseis contra base militar na Síria

Ação amplia de forma significativa o envolvimento militar norte-americano na Síria

EUA lançam mísseis contra base militar na Síria
Mísseis foram lançados de dois navios de guerra norte-americanos no Mar Mediterrâneo (Fonte: Reprodução/Marinha dos EUA)

Os EUA lançaram 59 mísseis sobre uma base militar síria nesta quinta-feira, 6. Foi o primeiro ataque direito dos EUA contra o governo do presidente Bashar al-Assad desde o início da guerra civil no país, há seis anos.

A ação, autorizada pelo governo Trump em retaliação ao ataque com armas químicas que matou dezenas de civis nesta semana, amplia de forma significativa o envolvimento militar norte-americano na Síria e expõe os EUA a um risco maior de confronto direto com a Rússia e o Irã — ambos apoiam Assad em sua tentativa de acabar com seus opositores.

Militares sírios afirmaram que a “agressão” dos EUA matou pelo menos seis pessoas e indiretamente ajudou facções militantes, como o Estado Islâmico, enfraquecendo as forças sírias.

A Rússia, por sua vez, informou que está se retirando de um acordo com Washington que visa compartilhar informações sobre missões de aviões de guerra na Síria, onde uma coalizão liderada pelos EUA também está conduzindo ataques aéreos sobre alvos do Estado Islâmico.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU, e afirmou que o ataque norte-americano “viola leis internacionais” e ainda que os EUA agiram sob um “pretexto exagerado”.

Já o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o ataque foi “vital para os interesses de segurança nacional” dos EUA. Trump também pediu que “todas as nações civilizadas se unam aos EUA em uma tentativa de acabar com o massacre e o derramamento de sangue na Síria. E também para acabar com o terrorismo de todos os tipos”.

Os mísseis foram lançados de dois navios de guerra norte-americanos no Mar Mediterrâneo. Eles atingiram uma base chamada Shayrat, localizada na província de Homs. Os EUA acreditam que o ataque químico da última terça-feira, 4, na província de Idlib, partiu dessa base.

Autoridades norte-americanas disseram que os russos foram alertados com antecedência sobre o ataque. Há uma área militar russa na base síria atacada, mas os EUA tomaram precauções para não atingir essa área.

O ataque norte-americano representa uma ruptura significativa com a relutância do governo anterior, de Barack Obama, em se envolver militarmente na guerra civil da Síria.

Fontes:
The Washington Post - U.S. strikes Syrian military airfield in first direct assault on Bashar al-Assad’s government

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4 Opiniões

  1. Áureo Ramos de Souza disse:

    Vejam como Trump é louco, ele foi contra Barack Obama e agora ataca a Síria, ora como ele era contra a Obama e agora ataca? é um louco

  2. ernesto disse:

    É cmplicado mas n ha mais nada a esperar do governo trump. Ja falava disso desde a cmpanha electoral. Estamos eminentes na terceiro guerra mundial. Mortes Mortes e mortes

  3. Almanakut Brasil disse:

    Demoraram demais!

  4. Fernando disse:

    É Muito difícil e delicada.
    Eu acho se tivesse que atacar um outro país, deveria ser a ONU. Todos os membros deveriam ser obrigado caso a maioria optasse pela intervenção miitar direta.

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