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Aviões de Combate

EUA lançam o maior projeto de defesa aérea dos próximos dez anos

Três das maiores empresas de defesa aérea do mundo estão participando da concorrência, que poderá reformular o setor da aviação militar

EUA lançam o maior projeto de defesa aérea dos próximos dez anos
O projeto prevê a construção de no mínimo 80 a 100 aviões de combate (Reprodução/Internet)

Nos próximos meses, a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) assinará um contrato decisivo no campo da defesa aérea, para construir um novo bombardeiro de longo alcance e ataque. O B-3, como é provável que se chame, será um avião com propulsão nuclear projetado para entrar nos espaços aéreos com defesas sofisticadas sem serem detectados. O contrato está avaliado em mais de US$50 bilhões em receitas para o licitante vencedor, e muitos bilhões de dólares serão gastos em design, suporte e atualizações. O projeto prevê a construção de no mínimo 80 a 100 aviões a um custo de mais de US$550 milhões cada um.

Os interesses em jogo não poderiam ser maiores para pelo menos duas das três grandes empresas que participam da concorrência. De um lado a parceria da Boeing e da Lockheed Martin; do outro, a Northrop Grumman. O resultado pode provocar uma reviravolta no setor de defesa aérea e um dos concorrentes será forçado a desistir de construir aviões de combate.

Depois de assinado o contrato para a construção do B-3, o próximo grande projeto para aviões de combate com superioridade aérea de sexta geração, que irão substituir o F-22 e o F-18 Super Hornet, só será realizado daqui a dez anos ou mais. Assim, na opinião de Richard Aboulafia da empresa de consultoria de aviação Teal Group, a empresa que perder a concorrência terá dificuldade de se manter ativa no setor de construção de aviões de combate. Se a Northrop perder, a pressão de seus investidores poderá causar sua falência. No caso da derrota da Boeing, Aboulafia acha que a empresa tentaria comprar a Northrop, para garantir sua participação no projeto. Na ausência da Northrop, a Lockheed Martin seria a única empresa americana com capacidade de projetar e construir aviões de combate e, portanto, o principal vencedor dos três concorrentes.

Fontes:
The Economist-Battle joined

1 Opinião

  1. Hugo Leonardo Filho disse:

    Roma caiu, porque seu exército se tornou muito poderoso e começou a determinar a política. Os USA tem um Exército, uma Marinha, uma Força Aérea, um Corpo de Fuzileiros e uma Guarda Costeira muito poderosos. Tenhamos paciência…o que é deles tá guardado.

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