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ARMAS DE FOGO

EUA não sinalizam mudanças nas leis de porte de arma

Casa Branca e Congresso evitam discutir a elaboração de novas leis de controle de armas. É o preço da liberdade, dizem alguns

EUA não sinalizam mudanças nas leis de porte de arma
Discussão sobre o controle de armas nos EUA está desgastada (Foto: Flickr/SpecialKRB)

Depois do pior massacre com armas de fogo na história americana recente, no qual 58 pessoas morreram e 489 ficaram feridas em Las Vegas, tanto o presidente Donald Trump quanto os líderes da maioria no Congresso, evitam discutir a elaboração de novas leis de controle de armas.

Mas se Stephen Paddock tivesse usado uma nova tecnologia, como um drone equipado com uma arma automática, por exemplo, para atirar do 32º andar do hotel Mandalay Bay em uma multidão que assistia um festival de música country, ou se o autor do ataque fosse um imigrante do Oriente Médio, os legisladores se apressariam em formular leis e imporiam medidas mais rígidas de controle de fronteiras. Porém, Paddock era um homem branco aposentado que usou algumas das 49 armas registradas em seu nome. É o preço da liberdade, dizem alguns.

A discussão sobre o controle de armas nos EUA está desgastada, assim como o familiar debate do tema que ocorre após assassinatos em massa, mais frequentes nos EUA do que em qualquer outro país desenvolvido. Um estudo realizou um levantamento de 166 incidentes graves com armas de fogo em 14 países no período de 2000 a 2014. Cento e trinta e três haviam ocorrido nos EUA. No entanto, nada aconteceu para solucionar o problema da violência com armas de fogo, em parte porque o lobby poderoso da Associação Nacional de Rifles (NRA) defende o direito do porte de armas para proteção pessoal e a Segunda Emenda da Constituição que diz, “o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser infringido”.

Os EUA não reformularam as leis de controle de armas depois da tragédia na escola primária Sandy Hook, em que 20 crianças e seis adultos foram assassinados a tiros, uma violência que chocou o país em 2012. Então, quais seriam as chances de discutir o tema agora?

Cansados de esperar pela decisão do Congresso, alguns estados e cidades introduziram suas próprias leis. Na cidade de Nova York o porte de armas é autorizado pelo Departamento de Polícia de Nova York (NYPD). Depois do tiroteio na escola Sandy Hook, o estado de Nova York adotou medidas mais rígidas de controle de armas e proibiu o uso de fuzis semiautomáticos. Quatro outros estados também criaram leis mais rigorosas de compra e uso de armas. Essas ações isoladas não solucionam o problema, mas em um país onde 30 mil pessoas morrem por ano em assassinatos, suicídios e incidentes com armas de fogo, mesmo pequenas iniciativas poupariam muitas vidas.

Fontes:
The Economist-After the massacre in Las Vegas, nothing is set to change

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2 Opiniões

  1. Patriota Indignado disse:

    Puro ativismos autoritário de manipulações de massas, por grupos totalitários.

  2. Natanael Ferraz disse:

    Concordo com os americanos, proibição? nunca. Apesar de todo o controle e dos altos preços, automóveis matam muito mais e ninguém fala em proibi-los.

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