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POLÍTICA AMBIENTAL

EUA vão deixar o Acordo de Paris em 2020

Processo deve ser concluído daqui a um ano, no dia seguinte às eleições presidenciais dos EUA. Governo Trump sempre foi crítico ao pacto climático

EUA vão deixar o Acordo de Paris em 2020
Pedido de saída ocorreu no primeiro dia permitido pelo acordo (Foto: Shealah Craighead/White House)

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Crítico ao Acordo de Paris desde que assumiu a Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump vai retirar o país do pacto climático. A Organização das Nações Unidas (ONU) foi notificada sobre a saída dos EUA na última segunda-feira, 4.

“Hoje [segunda], os EUA começaram o processo de saída do Acordo de Paris. Conforme os termos do acordo, os EUA apresentaram uma notificação formal de sua retirada às Nações Unidas. A saída terá efeito um ano depois da entrega da notificação”,afirmou o secretário de Estado dos, Mike Pompeo, pelas redes sociais.

O processo de saída foi iniciado na última segunda-feira, mas só será finalizado daqui a um ano, no dia 4 de novembro de 2020. O dia 4 de novembro de 2019 marcava a primeira data na qual um país poderia deixar o pacto, que entrou em vigor em 4 de novembro de 2016. Nenhum país podia deixar o acordo em menos de três anos, precisando esperar ainda mais um ano para que a saída seja formalmente finalizada.

A data 4 de novembro de 2020 no dia seguinte às eleições presidenciais dos Estados Unidos. Se um democrata vencer, os EUA podem retornar ao pacto após uma rápida ausência. No entanto, se Trump for reeleito, e mantiver a posição sobre o acordo, o país permanecerá fora do compromisso.

Trump já havia sinalizado a saída dos Estados Unidos do pacto em 2017, afirmando que o acordo é injusto e prejudica a economia americana. No entanto, no início de 2018, o chefe de Estado admitiu que, caso o acordo fosse revisto, poderia voltar atrás e se manter fiel ao pacto climático, tido como o maior acordo global contra a crise climática.

Agora, porém, os Estados Unidos iniciaram o processo formal para deixar o pacto. O país é o segundo maior emissor mundial de gases de efeito estufa. Até o momento, os EUA são a única nação a abandonar o pacto. O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, já sinalizou ainda durante a campanha eleitoral que poderia fazer o mesmo, mas garantiu, em janeiro deste ano, que permanece no acordo climático por ora.

“Nas discussões climáticas internacionais, continuaremos a oferecer um modelo realista e pragmático – apoiado em um recorde de resultados do mundo real – mostrando que inovação e mercados abertos levam a maior prosperidade, menos emissões e fontes de energia mais seguras. Continuaremos a trabalhar com nossos parceiros globais para aumentar a resiliência aos impactos das mudanças climáticas, nos preparar e responder a desastres naturais”, garantiu Pompeo através de um comunicado.

A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris ocorre em um momento que a pressão global para o fortalecimento da luta contra as mudanças climáticas cresce. Em setembro, milhões de pessoas tomaram às ruas ao redor do mundo para pedir ação dos governos pelo clima. 

Mais de 190 países assinaram o Acordo de Paris em 2015. As únicas nações que ficaram de fora do pacto foram Nicarágua e Síria. Os principais termos do documento preveem o controle das mudanças climáticas, limitando o aumento da temperatura da Terra a 2ºC.

Leia mais: O dia em que Trump disse não ao Acordo de Paris

Fontes:
The Washington Post-Trump makes it official: U.S. will withdraw from the Paris climate accord
The Guardian-Trump begins year-long process to formally exit Paris climate agreement
DW-EUA notificam ONU sobre retirada do Acordo de Paris

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1 Opinião

  1. Leonora Hermes Luz disse:

    Os EUA, proporcionalmente a sua população, são os maiores poluidores, emissores de carbono, consumidores de plástico e de carne bovina que engole florestas e água e promove queimadas, de energia elétrica (acende tudo!!!), de super alimentação. São campeões de obesidade, de armamentos e de gente armada, de guerra pela “liberdade” que matam e subjugam, de apoio a golpes e implantação de governos Chicago Boys no país dos outros, do cinema violento, da decisão unilateral, do ultra consumo, do mega desperdício, da meritocracia.
    Mas tem gente consciente pensando antes no interesse da coletividade que no enriquecimento individual neste mesmo país. Infelizmente a balança pende pro lado da inconsciência. E o planeta vai a passos firmes pro colapso.

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