Início » Internacional » Europa começa a congelar com guerra energética russa
Crise de abastecimento

Europa começa a congelar com guerra energética russa

Num momento em que as temperaturas na Europa chegam em alguns locais a menos 20 graus centígrados, a falta de acordo entre Rússia e Ucrânia em relação ao preço a pagar pelo fornecimento e o transporte de gás natural começa a atingir a população de diversos países.

Nesta terça-feira (6/1), Croácia, Bósnia, Hungria, Bulgária e Romênia anunciaram cortes no abastecimento de gás natural russo através dos gasodutos da Ucrânia. Os países afetados pela guerra do gás já recorrem às reservas, procurando formas alternativas de abastecimento ou apostando em outras fontes de energia.

A União Européia, que até segunda-feira (5/1) tratava o tema como mera disputa econômica entre os dois países, assumiu na terça uma posição mais extremada. Considerando a situação "absolutamente inaceitável", Bruxelas exigiu a normalização do fornecimento e apelou pela volta às negociações.

Países europeus sob pressão devido à escassez de gás

Governos da Europa estão sendo pressionados a compartilhar gás com um número cada vez maior de nações do continente que tiveram o fornecimento cortado em meio à crescente tensão entre Rússia e Ucrânia.

O grupo de coordenação do gás da União Européia realizará uma reunião de emergência na próxima sexta-feira (09/01). Na pauta estará a transferência de estoques de gás de países que não estão sofrendo com a escassez para aqueles atingidos diretamente pela crise entre a Gazprom, da Rússia, e a Naftogaz, da Ucrânia.

O fornecimento de gás da Rússia para países como Romênia, Bulgária, Macedônia, Grécia e Turquia foi cancelado ou reduzido em até dois terços. A interrupção também vem afetando Itália, Áustria, Polônia, Eslováquia, Hungria e Eslovênia. Moscou e Kiev continuam a se acusar mutuamente pelos impasses comercial e político.

Devido à redução na oferta de gás na Rússia, a maior companhia siderúrgica do mundo, a ArcelorMittal, suspendeu temporariamente a produção de aço na unidade de Zenica — que fica na Bósnia e produz cerca de 2 milhões de toneladas de aço por ano, com mais de 3 mil empregados. A empresa anunciou que a unidade local de coque (queima de carvão) siderúrgico continuará a operar em níveis mais altos para gerar mais energia e compensar a redução na oferta de gás natural.

Fontes:
Diário de Notícias - União Europeia considera situação absolutamente inaceitável e quer diálogo
Guardian - European countries under pressure to share gas with shortage-hit neighbours
Estadão - ArcelorMittal suspende produção na Bósnia com crise de gás

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

2 Opiniões

  1. Dorival Silva disse:

    Putin parece estar usando o seu gás para chantagear a Europa. Deve levar vantagem a curto prazo, impondo aumento de preços, mas a longo prazo a Europa vai achar outras soluções.

  2. Milton Guedes Guimaraes disse:

    Creia sr. Dorival Silva, que o ilustre está mal informado, com relação a Russia isso é até natural. A Ucrania, como Hungria, Polonia são fieis aliados dos europeus e principalmente dos EUA. A Ucrania está devendo uma quantia muito elevada pelo fornecimento de gás e nao quer pagar. A Rússia já vários deu vários prazos para pagamento , e a mesma recusa a faze-lo. O Putin nao está chantageando ninguem e o preço do gás não sofreu nenhum aumento

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *