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Em carta aberta ao presidente Sarkozy, especialistas do setor disseram que os vinhos “elegantes e refinados” da França correm risco de desaparecer.
Vinicultores e empresários do setor alimentício da França estão pressionando seu governo para que o país se empenhe em prol de um efetivo acordo global sobre o clima, o que será discutido na cúpula da ONU que acontecerá no final deste ano em Copenhagen, na Dinamarca. Eles dizem que as consequências de um eventual fracasso nesse sentido serão catastróficas para suas atividades econômicas.
Na carta, publicada no dia 12 de agosto pelo jornal Le Monde, vinicultores, enólogos e chefs dizem que as mudanças no clima estão deixando as vinhas cada vez mais vulneráveis. São ondas de calor no verão, tempestades de granizo na região de Bourdeaux e novas pragas que vêm do sul — problemas que, segundo eles, tendem a se agravar ainda mais.
Curiosamente algumas regiões vinícolas da França vêm se beneficiando das alterações climáticas. Na região de Champagne, por exemplo, as temperaturas médias mais elevadas vêm acelerando as colheitas e permitindo uma melhor maturação das uvas.